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  • A música de Paul Dukas insere­‑se no estilo Romântico, e o seu género favorito e mais praticado era o orquestral. As suas principais obras são:L’Apprenti Sorcier,Ariane et Barbe‑bleu, Sinfonia em Dó maior, entre outras.

    Compositor e crítico musical, teve as suas primeiras lições em casa de uma prima, Claire Hadamard, e continuou a formação musical a partir de 1881 no Conservatório de Paris, com Théodore Dubois (harmonia), com o aluno de Chopin Georges­‑Amadée Mathias (piano) e, a partir de 1883, na classe de E. Guiraud (composição), onde conheceu Claude Debussy. Após as suas primeiras composições para orquestra, tentou o Prix de Rome (prémio de composição) várias vezes, mas sem resultado. Muito desiludido, e após ter cumprido o serviço militar, decidiu­‑se por encetar também a actividade de crítico musical, a qual continuou ao longo da vida, na Revue hebdomadaireem 1892 (entre outras).

    Num surpreendente curto espaço de tempo escreveu a sua obra mais famosa e difundida: L’Apprenti sorcier:scherzo d’aprés une ballade de Goethe, de 1897. Após a sua estreia na Societé Nationale a 18 de Maio de 1897, sob a direcção do autor Paul Dukas, afirmou­‑se rapidamente como repertório internacional de concerto. Apesar da sucessão dramática dos acontecimentos em torno da balada poética do Zauberlehrling de Goethe, consegue­‑se conservar uma clara e lógica forma musical. O desenvolvimento de temas musicais de carácter solístico (como, por exemplo, nos instrumentos contrafagote e clarinete contrabaixo), com refinamentos tímbricos e diversas colorações de motivos curtos, contribui para a fluidez das movimentadas e inesperadas mágicas (Zaubereien) do Zauberlehrling (o aprendiz de feiticeiro, agora na língua de Goethe). Desta forma, a métrica e a pulsação da música controla o desencadeamento melódico e orquestral. Assim pode­‑se afirmar que o L’Apprenti sorcier:scherzo d’aprés une ballade de Goethes e coloca a caminho da definitiva emancipação do ritmo da Sagração da Primavera de Stravinski.

    Dukas seguia este sucesso com um estilo de vida pacato e retirado em Paris e Saint­‑Cloud, compondo e fazendo edições críticas de outro compositor francês mais antigo, Rameau, para a Societé Nationale. Após a morte do pai e do irmão, casou em 1916 com uma descendente de uma família portuguesa, Suzanne Pereyra, e foi pai de Adrienne­‑Thérèse (“Nono”) em 1919.

    O significado de Paul Dukas na história da música francesa, no seu estatuto como compositor, crítico musical e professor de composição, incluiu uma obra pequena, mas com ex­‑libris de qualidade em cada género, os quais definem a vida musical e o estilo histórico‑musical em Paris à época, assim com um significativo número de discípulos nacionais e internacionais. Deste grupo, e não por acaso, fazia parte o nosso compositor Cláudio Carneyro, nascido na freguesia do Bonfim, não muito longe daqui, nesta mesma cidade do Porto. 

     


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