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  • La Traviata, Rigoletto, Nabucco, Aida e Otello, mas também Simon Bocanegra, Falstaff, Un ballo in maschera e La forza del destino. São das óperas mais famosas do mundo e são todas de Verdi, o compositor que dominou a produção lírica italiana na segunda metade do século XIX. Foi um criador para a voz, escrevendo um total de 28 óperas, mas também muitas obras corais, legando ao repertório sacro um Te Deum, um Stabat Mater e o impressionante Requiem. As Quatro peças sacras são igualmente exemplos máximos da música sacra do Romantismo.

    Veirdi fez a sua formação inicial em música fora dos grandes centros e sem acesso a professores famosos. Apenas aos vinte anos chegou a Milão, mas depressa se fez notar nos mais importantes salões musicais. As primeiras encomendas de relevo surgiram do Teatro Alla Scala e a terceira ópera, Nabucco (1842), abriu-lhe as portas da glória. Este foi, no entanto, um período extremamente conturbado para o compositor que viu os dois filhos, ainda bebés, e a mulher, com apenas 26 anos, perderem a vida. O célebre coro dos escravos de Nabucco, “Va pensiero”, um lamento pela terra perdida, deu-lhe novo ânimo para continuar a compor e tornou-se um verdadeiro hino de caracter nacionalista numa Itália que permanecia em grande parte sob o domínio austríaco. Outras óperas se seguiram que originaram processos de identificação do público com os ideais nacionalistas e de unificação de Itália, nomeadamente Ernani (1844). Em 1859, a partir de Nápoles para toda a Itália, propagou-se o slogan VIVA VERDI, um acrónimo para Viva Vittorio Emanuele Re D'Italia e lema do Risorgimento, o movimento pela unificação de Itália. Após a unificação, em 1861, as óperas de Verdi alcançaram uma popularidade incomparável e até 1893 o compositor ainda escreveu mais seis óperas de grande sucesso. Em 1874, Verdi foi nomeado Senador do Reino pelo Rei Vittorio Emanuele II.

    Grande parte do sucesso de Verdi residiu na forma como trabalhou com grande proximidade aos libretistas, sendo, para além de um compositor talentoso, um notável dramaturgo musical. A sua última composição foi um Stabat Mater (1897) que faz parte das Quatro peças sacras. Verdi morreu em Janeiro de 1901, no Grande Hotel de Milão, vítima de um ataque cardíaco. O assassinato do Rei Umberto I, seis meses antes, tinha-o abalado profundamente. No funeral de Verdi, o célebre maestro Arturo Toscanini dirigiu um coro de mais de 800 cantores e várias orquestras naquela que foi a maior homenagem fúnebre da história de Itália até aos nossos dias.

     


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