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  • Clarinetista, maestro e compositor, Luís Carvalho distingue-se como um dos mais versáteis músicos portugueses da sua geração. Apresentou-se em recitais e concertos um pouco por todo o mundo, muitas vezes estreando as suas próprias obras e de outros compositores contemporâneos portugueses e estrangeiros, várias das quais tendo-lhe sido expressamente dedicadas.

    Doutorado em Música pela Universidade de Aveiro, foi galardoado em diversos concursos, destacando-se os prémios obtidos no Concurso de Interpretação do Estoril (2001) e no 4º Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim – pela sua obra orquestral Metamorphoses… hommage à M. C. Escher (2009). Foi ainda vencedor da Audição para Jovens Maestros organizada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (2010) e, em 2012, nomeado para o Prémio Autores da SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) pela sua obra orquestral Nise Lacrimosa. Já em 2013 foi distinguido pelo jornal nortenho Audiência com o Troféu Prestígio, pela sua carreira dedicada à música.

    Tem dirigido as mais importantes orquestras nacionais, tais como a Sinfónica Portuguesa, Nacional do Porto, Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Filarmonia das Beiras, Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara Portuguesa, Sinfónica da Póvoa de Varzim, Sinfónica da Universidade de Aveiro, Sinfónica da ESART (Castelo Branco), Sinfónica do Conservatório de Música do Porto, Sinfónica da EPMVC (Viana do Castelo), Orquestra Clássica de Espinho ou Banda Sinfónica Portuguesa. Tem também actuado com vários agrupamentos no estrangeiro: Rússia, Itália, Hungria, Espanha e Finlândia.

    É fundador e director artístico/musical da Camerata Nov’Arte (Porto), com a qual tem desenvolvido projectos artísticos inovadores – incluindo uma aclamada digressão ao Brasil em 2013 – e cruzamentos disciplinares com teatro. Acompanhou solistas da craveira de Pedro Burmester e João Bettencourt da Câmara (piano), Radovan Vlatkovic e Paulo Guerreiro (trompa), Alain Damiens, Justo Sanz, Josep Fuster e Arno Piters (clarinete), Pedro Carneiro, Simantra GP (percussão), Henrique Portovedo (saxofone), Rui Lopes (fagote), José Pereira e Tamila Kharambura (violino), Jutta Puchhammer-Sédillot e Pedro Meireles (viola), Marco Pereira (violoncelo) ou Elsa Saque, Carlos Guilherme, Mário Alves, Raquel Camarinha, Dora Rodrigues, Sara Braga Simões, Ana Paula Russo, Maria Luísa de Freitas e Cristiana Oliveira (canto), entre outros.

    O repertório que aborda é vasto e ecléctico, estendendo-se do barroco à actualidade, e inclui várias primeiras audições absolutas. No campo da música de cena a sua experiência inclui a estreia da ópera Auto da Fundação de Coimbra (Coimbra, 2004) de Manuel de Faria e ainda interpretações de La Voix Humaine (Poulenc), Il Secreto de Susanna (Wolf-Ferrari), Pierrot Lunaire (Schoenberg) e o conto musical encenado Como se faz cor-de-laranja, de Pedro Faria Gomes.

    Igualmente reconhecido como compositor, obras suas têm sido apresentadas em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Holanda, Venezuela e Brasil, por intérpretes e agrupamentos nacionais e estrangeiros. Do seu catálogo, que é maioritariamente editado pela AvA-editions, destacam-se Nise Lacrimosa (encomenda do Cistermúsica 2011/Alcobaça) e Metamorphoses… hommage à M. C. Escher, ambas para orquestra; Fantastic Variations e Chiaroscuro, ambas para banda sinfónica (encomendas da Banda Sinfónica Portuguesa); Dodekathlon, para tuba solo e ensemble de metais graves (encomenda de Sérgio Carolino para os Mr. SC & The Wild Bones Gang); Sax-suite para quarteto de saxofones (editado em CD pela Numérica) e Hornphony para quarteto de trompas (editado em CD pela Afinaudio), bem como obras para instrumento solo. No âmbito da sua investigação de doutoramento concebeu uma “reinvenção dos esboços para grande ensemble” baseada nos rascunhos deixados por Gustav Mahler para a Sinfonia n.º 10, em Fá sustenido maior. Esta nova versão foi estreada pelo próprio dirigindo a Camerata Nov’Arte (Junho 2014).

    Luís Carvalho participa em cerca de uma vintena de CDs como clarinetista, maestro ou compositor, em etiquetas como Numérica, Casa da Música, Afinaudio, Public Art e Molenaar. É docente da Universidade de Aveiro.

     


    2017 

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