Peter Rundel

Friedrichshafen, 1965

direcção musical

Remix Ensemble Casa da Música

  • A profundidade da sua abordagem a partituras complexas de todos os estilos e épocas, a par de uma grande criatividade dramatúrgica, tornou Peter Rundel um dos maestros mais requisitados pelas principais orquestras europeias. É convidado regularmente para dirigir a Orquestra da Rádio da Baviera, Orquestra Sinfónica Alemã de Berlim, Sinfónica NDR e Sinfónica WDR de Colónia, e desenvolve uma colaboração de grande proximidade com a Sinfónica SWR. Trabalhou também recentemente com a Orquestra Nacional de Lille, a Filarmónica do Luxemburgo, a Filarmónica de Bruxelas, a Orquestra do Maggio Musicale Fiorentino e a Orquestra do Teatro dell’Opera em Roma.

    Depois de uma abertura auspiciosa da temporada 2017/18 no Festival de Salzburgo (dirigindo um projecto com Martin Grubinger) e no Musikfest Berlin (dirigindo a Sinfónica SWR), estreia-se com a Sinfónica de Viena e regressa a grandes orquestras como a Sinfónica da Rádio de Frankfurt, a Sinfónica da Rádio da Baviera e a Filarmónica da Radio France.

    Dirigiu estreias mundiais de produções de ópera na Ópera do Estado da Baviera, Festwochen de Viena, Ópera Alemã de Berlim, Gran Teatre del Liceu, Festival de Bregenz e Schwetzinger SWR Festspiele, trabalhando com encenadores prestigiados como Peter Konwitschny, Peter Mussbach, Philippe Arlaud, Heiner Goebbels, Reinhild Hoffmann, Carlus Padrissa (La Fura dels Baus) e Willy Decker. O seu trabalho em ópera inclui o repertório tradicional (dirigiu A Flauta Mágica na Ópera Alemã de Berlim e König Kandaules, Hänsel und Gretel e As Bodas de Fígaro na Volksoper de Viena) e também produções de teatro musical contemporâneo inovador como Donnerstag do ciclo Licht de Stockhausen, Massacre de Wolfgang Mitterer e as estreias mundiais das óperas Nacht e Bluthaus de Georg Friedrich Haas, Ein Atemzug – die Odyssee de Isabel Mundry e Das Märchen e La Douce de Emmanuel Nunes. A produção espectacular de Prometheus,que Rundel dirigiu na Ruhrtriennale, foi premiada com o Carl-Orff-Preis em 2013. Em 2016 e 2017, Peter Rundel dirigiu De Materie de Heiner Goebbels no Armory Hall de Nova Iorque e no Teatro Argentino La Plata, uma produção que estreou na Ruhrtriennale em 2014.

    Peter Rundel nasceu em Friedrichshafen, Alemanha, e estudou violino com Igor Ozim e Ramy Shevelov em Colónia, Hanôver e Nova Iorque, e direcção com Michael Gielen e Peter Eötvös. O compositor Jack Brimberg foi também um dos seus mentores em Nova Iorque. Entre 1984 e 1996, integrou como violinista o Ensemble Modern, com o qual mantém uma relação próxima como maestro. Na área da música contemporânea tem desenvolvido colaborações com o Ensemble Recherche, Asko|Schönberg Ensemble e Klangforum Wien. É convidado regular do Ensemble intercontemporain e do musikFabrik.

    Foi Director Artístico da Orquestra Filarmónica Real da Flandres e o primeiro Director Artístico da Kammerakademie de Potsdam. Em 2005 tornou-se maestro titular do Remix Ensemble Casa da Música no Porto, e desde então tem obtido grande sucesso com este agrupamento em importantes festivais europeus.

    Peter Rundel recebeu numerosos prémios pelas suas gravações de música do século XX, incluindo por várias vezes o prestigiante Preis der Deutschen Schallplattenkritik (Prometeo de Nono; Ensemble- und Orchesterwerke de Kyburz; City Life de Reich; Piano Concerto de Furrer), o Grand Prix du Disque (integral de Barraqué), o ECHO Klassik (Sprechgesänge com o ensemble musikFabrik) e uma nomeação para o Grammy Award (Surrogate Cities de Heiner Goebbels).


    2017/18

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