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  • Apesar de Weber ter também escrito muita música instrumental e vocal, é hoje quase exclusivamente conhecido pelas suas três óperas: O Franco Atirador, Euryanthe e Oberon. Delas, é a primeira a mais célebre, sendo a respectiva abertura frequentemente tocada nas salas de concerto.

    Na verdade, O Franco Atirador foi um retumbante sucesso desde a sua estreia, em Berlim, a 18 de Junho de 1821. O nome de Weber foi imediatamente lançado para a fama, tornando-se uma celebridade nacional de primeira ordem. Sentia-se que, pela primeira vez, havia uma ópera alemã cuja popularidade rivalizava com as mais populares óperas de Rossini. Richard Wagner reconheceria mais tarde o marco fundamental de Weber para a ópera alemã, inclusivamente lhe fazendo o elogio fúnebre.

    O libreto da ópera – redigido por Friedrich Kind – é adaptado do romance homónimo de Johann August Apel, e tem uma narrativa simples. Trata-se de um camponês, Max, que está apaixonado por Agathe, cujo pai prometeu a mão da filha ao melhor caçador da região. Influenciado pelo seu amigo Kaspar, Max dirige-se à floresta para tentar obter umas balas mágicas que o auxiliem na prova de tiro que determinará o melhor caçador. Aí acaba por se deparar com forças demoníacas. Na verdade, sem que Max o suspeite, Kaspar está sob influência do diabo, e tenta assegurar que as balas atinjam Agathe em vez da caça (o que depois acaba por não acontecer). A obra põe, assim, dois mundos antagónicos em oposição: o mundo do bem ao do mal, um mundo rústico e virtuoso a um mundo maléfico e sinistro.

    Essa oposição dramática reflecte-se claramente na música. Assim, começamos com uma introdução lenta, que tem três pequenas partes: uma primeira muito misteriosa; depois, um tema rústico e simples nas trompas, de conotações bucólicas e associações à caça; e um momento subitamente escuro e sinistro. Depois disso, começa a parte rápida (que é a parte principal do andamento). Dois temas principais se apresentam: um primeiro furioso e ameaçador, protagonizado por uma melodia no registo grave dos clarinetes; e um tema mais lírico e apaixonado, representando o amor de Max por Agathe. No final da obra, os dois temas voltam a aparecer, mas o segundo é transfigurado, adquirindo um carácter triunfal: é a vitória das forças do bem sobre as do mal que se representa.


    Daniel Moreira, 2015

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