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  • 1. Allegro

    2. Adagio ma non troppo

    3. Finale: Allegro moderato – Andante – Allegro vivo

    Antonín Dvořák conhece Brahms em Viena, que se interessa pela sua música e consegue que Dvořák seja editado pelo seu editor, começando pelas Danças Eslavas para piano. Em 1880, Dvořák é já autor de seis sinfonias, um concerto para piano, um concerto para violino, numerosas obras para piano e para música de câmara, composições vocais sagradas (Stabat Mater, Salmo 149) e profanas, várias óperas. Numerosas viagens conduziram o compositor à Hungria, Alemanha, Rússia (a convite de Tchaikovski) e Inglaterra, e em 1892 é convidado para ser professor no Conservatório de Nova Iorque, onde permanecerá até 1895. É deste período americano que datam o Te Deum, a última sinfonia (a 9ª, Do Novo Mundo) e o concerto para violoncelo. O regresso ao seu país destaca-se pela criação de uma série de poemas sinfónicos, as óperas O Diabo e Catarina e Rusalka.

    Mais eclético do que Smetana (Boémia, 1824 - Praga, 1884), manifesta referências culturais do seu país e, apesar da forte influência alemã, designadamente de Brahms e Wagner, há um explícito enraizamento nas tradições históricas e lendárias eslavas.

    O Concerto para violoncelo é estreado em 1896, em Londres, por Leo Stern, sob a direcção do autor. Este concerto composto no Inverno de 1894-1895 é a última obra do período americano de Dvořák. No entanto, apesar de começado em Nova Iorque, só é concluído em Praga.

    O Allegro começa pela introdução orquestral tradicional, bitemática. O primeiro tema, tão célebre, é exposto pelo clarinete (e inspirado pelo tema do Andante moderato da Quarta Sinfonia de Brahms). O segundo tema é exposto pela trompa em pianissimo, como um sussurro misterioso. O solista entra com o primeiro tema em modo maior e ao longo de todo o andamento mostra-se, com virtuosismo, entre o esplendor e a intimidade. A instrumentação, muito sonora nos tutti, apresenta combinações de timbres isolados da orquestra em diálogo com o violoncelo, designadamente a flauta. O Adagio ma non troppo expõe um trio de madeiras (oboé, clarinete, fagote) que canta um tema semi-popular, semi-religioso, retomado pelo violoncelo. À constante dualidade de sentimentos, um tutti orquestral apresenta um novo tema, poderoso e dramático, ao qual o solista responde. A última parte do andamento cria uma atmosfera de serena contenção, de apaziguamento. O Allegro moderato enuncia o tema principal nas trompas e, quando reaparece com o solista, a sua textura rítmica tempera-se com paisagens melódicas. Ao longo do andamento o virtuosismo do violoncelo intensifica-se. Uma modulação em Si maior marca a passagem à última parte do final, com um reforço da dinâmica da orquestra. Os clarinetes relembram o tema do primeiro andamento. Um crescendo conclui a obra numa pujante intervenção da orquestra.


     

    Fátima Pombo, 2007

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