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  • 1. Allegro con brio

    2. Adagio

    3. Allegretto grazioso

    4. Allegro ma non troppo

    O provento de uma série de viagens profissionais a Inglaterra permitiu a Dvořák concretizar o sonho de comprar uma pequena quinta em Vysoká, uma aldeia muito perto da cidade de Pribam, na região da Boémia. É para lá que o compositor vai passar os meses de Verão com a família, por volta de 1884. E é lá que ele se sente “como se estivesse afastado do mundo” e onde pode “apreciar as belezas da natureza divina”. A Sinfonia nº 8, escrita entre Agosto e Novembro de 1889, é o retrato fiel desse ambiente pacífico e tranquilo que Dvořák respirava em Vysoká. Escrita numa tonalidade maior, Sol, pouco habitual nas obras sinfónicas do Romantismo, esta Sinfonia tem ainda a particularidade de alternar os dois modos, maior e menor, um recurso muito apreciado pelo compositor checo. É o próprio Dvořák que dirige a estreia da obra, em 1890 – primeiro em Praga, a 2 de Fevereiro, depois em Londres, em Abril, e por último em Cambridge no mês de Junho. A partitura foi publicada na capital inglesa pela editora Novello.

    Constituída por quatro andamentos – Allegro con brio, Adagio, Allegretto grazioso e Allegro ma non troppo –, para uma formação orquestral preenchida por cordas, 2 flautas, 1 flautim, 2 oboés, 1 corne inglês, 2 fagotes, 4 trompas, 2 trompetes, 3 trombones, 1 tuba e timbales, esta Oitava Sinfonia está imbuída do espírito da Boémia. O primeiro andamento caracteriza‑se por uma bonita cantilena interpretada pelos violoncelos, clarinetes, fagotes e trompas, que é interrompida de forma alegre pela flauta e por um motivo rítmico tocado simultaneamente pelas violas e violoncelos. O Adagio, escrito na tonalidade de Dó menor mas que frequentemente alterna com a sua homónima maior, é um trecho de um romantismo narrativo, com laivos de religiosidade. A seguir a uma espécie de coral com que as cordas iniciam o segundo andamento, tem lugar um diálogo entre as flautas e as cordas e as madeiras. A passagem a Dó maior traz consigo um ritmo de dança que se transforma progressivamente numa marcha solene.

    O terceiro andamento, Allegretto grazioso, é na verdade um scherzo na forma ABA tradicional, com carácter popular. A secção ‘A’, em Sol menor, assemelha‑se a uma dança popular, enquanto que na ‘B’, escrita na relativa maior, o oboé canta uma melodia de cunho simples e ligeiro. O Allegro ma non troppo, que constitui o último andamento da obra, inicia‑se com um motivo incisivo e vigoroso nos trompetes, seguido de uma melodia quente e vibrante nos violoncelos que se converte no tema de uma série de variações. Estas, agrupadas em duas secções, são separadas por uma secção central ritmada de forma marcial. A melodia quente e vibrante com que os violoncelos iniciaram o andamento retorna imediatamente antes do final, e a Sinfonia termina de forma fulgurante com toda a orquestra envolta num turbilhão de emoções.

     


    Ana Maria Liberal, 2010

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