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  • “Na Estónia, [Toilo Tulev] é actualmente descrito como parte da ‘tendência metafísica’, em que se entrelaça uma sensibilidade expressionista e uma sensibilidade religiosa. Bem, poderá ser, mas o que é óbvio é que Tulev é um dos ouvidos mais apurados a trabalhar actualmente na Estónia.” Peter Reynolds, Tempo/Cambridge Journals, 2008

     

    “A música de Tulev tem aquela qualidade reconfortante de um cântico e aquela dimensão mística que encontramos noutra música contemporânea influenciada por música medieval; mas pelo facto de recorrer livremente à gama completa da linguagem musical modernista, cria um impacto que é estimulante em vez de se limitar a suscitar um estado de transe.” Joshua Rosenblum, Opera News, 2009

     

    Estas observações dão conta de aspectos fundamentais da música de Toilo Tulev, um dos compositores estónios mais destacados da actualidade: um profundo lado espiritual (mais do que estritamente religioso), que o aproxima da consonância extática da música do seu compatriota Arvo Pärt; um lado mais dramático, que o aproxima das expressões mais dissonantes e atonais do Modernismo. A sua música parece buscar uma certa paz interior (o lado metafísico), e frequentemente alcança-a, mas só à custa de uma luta, de um conflito (o lado mais expressionista).

    A obra  é inspirada por um poema de Jalaluddin al-Rumi, o célebre poeta persa e islâmico do século XIII. Nesse poema, cujo título, em tradução inglesa, é, justamente, Be Lost in the Call, a abnegação altruísta é revelada como o caminho para a eternidade. A música sugere esse caminho: no início, há uma maior tensão, com mais dissonância e agitação na textura musical – ainda que esses elementos mais impetuosos estejam já envolvidos por sonoridades relativamente luminosas, como que sugerindo uma aspiração a algo ainda não alcançado; mais para a frente, a música caminha para uma pacificação mística, ao som de harmonias consonantes, sonoridades aquáticas e fragmentos gravados de um tenor cantando “Cor Jesu Sacratissimum”.

     


    Daniel Moreira, 2016

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