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  • Quase totalmente circunscrita à segunda metade do século XVIII e desenvolvida em Espanha durante cerca de 37 anos, é a actividade do violoncelista e compositor italiano Luigi (Ridolfo) Boccherini, cuja obra pode ser inserida no “estilo galante” tardio. Tendo iniciado a sua formação musical com o pai Leopoldo, contrabaixista, e com o abade Vannucci, mestre de capela da sua cidade natal, Boccherini, depois de algumas estadias em Viena e Roma, acabaria por ser nomeado primeiro violoncelo da capela palatina de Lucca. Aquando da morte do pai, em 1766, consolida a amizade e o sodalício artístico com o violinista Filippo Manfredi, com o qual começará uma tournée que o levará ao Norte de Itália e a França. Em Paris, terá a oportunidade de se exibir no âmbito dos Concerts Spirituels, entrar em contacto com muitos dos principais músicos da época e iniciar a publicação das suas obras. A convite do embaixador de Espanha, o músico italiano decide mudar‑se para Madrid, onde, ao contrário das expectativas, é acolhido friamente pelo rei entrando, contudo, ao serviço do irmão, o infante D. Luís, que acabará por acompanhar no exílio, em Las Arenas de San Pedro, até 1785. Neste ano, de facto, com a morte do seu mecenas, Boccherini será obrigado a procurar um novo cargo em Madrid, onde se tornará director da orquestra privada da Duquesa de Benavente‑Osuna e, ao mesmo tempo, conseguirá o apoio do rei da Prússia, Frederico Guilherme II, violoncelista amador a quem começará a enviar regularmente quartetos recebendo por isso uma pensão pecuniária. A perda destas protecções e a difícil situação política que se seguiu à Revolução Francesa determinarão, no entanto, um piorar das condições de vida do compositor que, depois de encontrar um último protector em Lucien Bonaparte (irmão de Napoleão e embaixador francês em Madrid), transcorrerá os últimos anos fustigado por uma série de lutos familiares e de problemas de saúde que o levarão à morte, em Maio de 1805.

    Na vasta produção de Boccherini, que inclui sinfonias e concertos, música sacra e até mesmo uma Zarzuela, um lugar de destaque é ocupado pela sua música de câmara que preenche um catálogo com mais de 100 quintetos e pouco menos de 100 quartetos. Às influências de Haydn, músico por quem tinha grande admiração, juntam‑se, na formação do estilo original de Boccherini, muitas outras influências, tais como a tradição do concerto barroco e da sinfonia pré‑clássica, a sensibilidade típica da “estilo galante” e Empfindsamer, a cantabilidade da ópera napolitana e os ritmos das danças populares de Espanha.

     


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