Elliott Carter

Nova Iorque, 11 de Dezembro de 1908 / Nova Iorque, 05 de Novembro de 2012

  • Elliott Carter conquistou uma celebridade particular como o compositor activo mais velho de todos os tempos: produz ainda obras substanciais, com regularidade, no seu 103º ano de vida. Mas o seu verdadeiro lugar na história da música é como uma das grandes figuras criativas da segunda metade do século XX, desafiante tanto para intérpretes como para ouvintes, mas com algo importante para dizer e uma forma singular de o dizer.

    Carter nasceu em Nova Iorque numa família próspera e de mentalidade internacional, e ainda antes de ingressar na Universidade de Harvard começou a frequentar concertos de música moderna, tendo conhecido Charles Ives. Mais tarde, estudou em Paris com Nadia Boulanger. Trabalhou como director musical de uma companhia de bailado no final dos anos 30, teve um cargo no Depar‐ tamento de Informação de Guerra na altura da Segunda Guerra, e ensinou depois em várias universidades e conservatórios americanos incluindo a Juilliard School em Nova Iorque. Depois de compor as suas primeiras obras num estilo neo‐clássico e nacionalista, desenvolveu uma linguagem musical própria no final dos anos 40 e, desde então, tem continuado a refiná‐la e modificá‐la. Combina a multiplicidade e complexidade rítmica de Ives e de pioneiros americanos como Conlon Nancarrow com o rigor adquirido com Boulanger e a precisão da vanguarda europeia. No seu âmago, trata‐se de um método de edificar uma obra através da sobreposição de múltiplas linhas ou grupos de linhas, cada qual movendo‐se à sua velocidade (embora num fluxo constante) e com o seu próprio repertório de intervalos e gestos melódicos; a obra prossegue com a acção combinada em constante mudança destes vários aspectos. E embora isto possa soar como uma tarefa cerebral, Carter sempre vincou que o seu grande propósito é expressivo. Pode‐se comparar a audição de uma das suas peças em grande escala a uma caminhada numa agitada rua citadina, experimentando de uma só vez as sensações de todos aqueles que formam a multidão envolvente. 


x
A Fundação Casa da Música usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação, a segurança e o desempenho do website. A Fundação pode também utilizar cookies para partilha de informação em redes sociais e para apresentar mensagens e anúncios publicitários, à medida dos seus interesses, tanto na nossa página como noutras. Para obter mais informações ou alterar as suas preferências, prima o botão "Política de Privacidade" abaixo.

Para obter mais informações sobre cookies e o processamento dos seus dados pessoais, consulte a nossa Política de Privacidade e Cookies.
A qualquer altura pode alterar as suas definições de cookies através do link na parte inferior da página.

ACEITAR COOKIES POLÍTICA DE PRIVACIDADE