Magnus Lindberg

Helsínquia, 27 de Junho de 1958

  • Depois de estudos em piano, Magnus Lindberg ingressou na Academia Sibelius onde foi aluno de composição de Einojuhani Rautavaara e Paavo Heininen. Inspirado por Heininen, fundou por volta de 1980 o grupo informal “Ouvidos Abertos”, com Hämeeniemi, Kaipainen, Saariaho e Salonen, procurando estimular uma maior consciência das grandes correntes modernistas. Mudou-se para Paris em 1981, onde estudou com Globokar e Grisey, frequentando neste período também as aulas de Donatoni em Siena.

    Afirmou-se como compositor com duas obras em grande escala – Action-Situation-Signification e Kraft, ligadas ao ensemble experimental Toimii que fundou com Salonen e onde combinava experimentalismo, complexidade e primitivismo. No final dos anos 1980 a sua música voltou-se para um novo classicismo modernista, com obras-chave como Kinetics, Marea e Joy, atingindo o auge com Aura (1994) e Arena (1995). A sua obra ao longo dos anos mais recentes confirma a sua posição central na composição contemporânea para orquestra.

    Lindberg foi nomeado Compositor em Residência na Filarmónica de Nova Iorque (2009-12) e Filarmónica de Londres (durante três anos a partir de 2014/15), com várias encomendas incluindo uma nova obra para soprano e orquestra a ser interpretada por Barbara Hannigan. Em 2003, foi galardoado com o prestigiante Prémio Wihuri Sibelius.

    Magnus Lindberg foi Compositor em Residência na Casa da Música em 2008, ano dedicado aos países nórdicos, com 10 obras interpretadas pelo Remix Ensemble, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, o acordeonista Frode Halti e a Orquestra Sinfónica da Rádio Finlandesa. Esta última fez então a estreia nacional de Parada, obra central de um tríptico completado por Feria e Cantigas.

     


    Biografia gentilmente cedida por Boosey & Hawkes, 2015

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