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  • Edgar Varèse, nascido na cosmopolita Paris em 1883, teve a ousadia de achar a Europa pequena e tacanha para o seu pensamento. Isto numa época em que Paris era um modelo para o Novo Mundo, uma cidade que atraía imensos artistas norte-americanos, os heróis da “geração perdida” como lhe chamou Gertrude Stein. Na altura dos “americanos em Paris”, da grande afluência de jovens compositores para a “boulangerie”, a classe de composição de Nadia Boulanger, Varèse rumou no sentido contrário. Não porque fosse um compositor incompreendido ou mal-amado, não, mas porque assim se sentia num continente velho que, segundo ele, nunca compreenderia a sua música. Durante a juventude, Varèse foi entusiasticamente apoiado por figuras tão relevantes quanto Claude Debussy, Charles Marie Widor, Pablo Picasso, Guillaume Apollinaire, ainda em Paris, ou Richard Strauss, Ferrucio Busoni (que lhe dedicou a sua Berceuse elégiaque de 1910) ou Hugo von Hofmannstahl, já em Berlim após 1907. Infelizmente, muitas das obras deste período desapareceram num incêndio que destruiu a sua casa de Berlim em 1913. Este revés, o eclodir da Primeira Guerra Mundial, o desalento de não conseguir uma orquestra para dirigir regularmente e a sua procura incansável de novos sons, esses instrumentos com que sonhava, fizeram-no rumar aos Estados Unidos da América onde aportou a 29 de Dezembro de 1915. 

    Varèse depressa fez sensação na sociedade americana. Em 1917 dirigiu o Requiem de Berlioz perante uma plateia onde estavam algumas das mais influentes famílias de mecenas locais, nomes como Pulitzer (editores), Vanderbilt (caminhos-de-ferro e navegação, petróleo), Guggenheim (indústria mineira e metalúrgica) ou Whitney (indústria, banca, agricultura e criação de cavalos). Dois anos depois “davam-lhe” a New Symphony Orchestra, uma orquestra para o senhor Varèse. Mas a programação, demasiado arrojada e com muita música nova, marcou rapidamente uma ruptura com o grande público.


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