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  • Tomás Luis de Victoria nasceu em Ávila, Espanha, em 1548. Morreu em Madrid, em 1611. Estudou no país de origem no coro da Catedral. Em 1565 foi para Roma enviado por Filipe II. Estudou com Palestrina, sucedendo-lhe na direcção do Seminário Romano. Ordenado sacerdote em 1575. Entra, em 1579, ao serviço da imperatriz, filha de Carlos V. Em 1587 regressa a Madrid, onde se fixa em 1596, após uma breve estada em Roma em 1592. Ainda ao serviço da imperatriz, que aí entrara em 1584, torna-se capelão do Convento das Carmelitas Descalças onde será organista e mestre de capela até ao fim da vida.

    Escreveu apenas música sacra: missas, salmos, responsórios e muitas formas da tradição litúrgica. Da escola franco-flamenga recebeu herança. Seduzido pelas inovações da Reforma (coral luterano), manteve-se fiel ao espírito da Contra-reforma (polifonia). O estilo austero e clássico de Palestrina não impediu que o espírito emotivo das suas origens irrigasse a sua música. Amigo e colaborador de S. Filipe de Néri, Victoria sublima, por música, os êxtases místicos de Santa Tereza de Ávila e de S. João da Cruz.

    Entre o sagrado e o profano, é na homofonia e nas técnicas do contraponto que estas obras são escritas. Ramificações de vozes entrelaçadas, ora se imitando, ora se isolando num fluido contínuo e constante de trajectórias de graus de densidade variável.

    As melodias cruzam-se, afastam-se e fundem-se num emaranhado complexo que três simples pilares suportam. Se Laudate Dominum é forma breve e sóbria, Ascendens Christus é, como missa, uma arquitectura erigida sobre alicerces de grande rigor técnico, mas de intensa expressividade. Do Requiem disse Joaquín Rodrigo: “a única mortalha capaz de cobrir o ataúde do primeiro músico espanhol do nosso tempo” (Falla). A exaltação e o ardor místico que a sua música reflete inundam toda a obra de Victoria. O Requiem, composto em 1605 à memória da Imperatriz, ilustra-o em todas as suas partes. Música de uma grande claridade formal, de luminosidades de catedrais, exprime o que de mais profundamente humano se escreveu para o teatro da liturgia católica


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