Hans Zender

Wiesbaden, 22 Novembro 1936

  • Hans Zender nasceu em Wiesbaden, Alemanha, a 22 de Novembro de 1936. Estudou nos Conservatórios de Frankfurt e Friburgo, diplomando-se em composição (com Wolfgang Fortner), piano e direcção. Nos anos sessenta obteve duas bolsas para residências de um ano na Villa Massimo, em Roma, uma das distinções mais importantes concedidas a artistas alemães. Em 1999 viria a ser convidado de honra da mesma instituição. Entre 1964 e 68 foi Maestro Titular da Ópera de Bona, cargo que veio a desempenhar também na Orquestra Sinfónica da Rádio de Saarbrucken (1971-84) e Orquestra de Câmara da Rádio Holandesa (1987-90). Foi ainda Maestro Convidado Principal da Ópera Nacional de Bruxelas (1987-90) e, desde 1999, é Maestro Convidado e membro do Conselho Artístico da Orquestra Sinfónica SWR de Baden-Baden e Friburgo. Entre 1984 e 87 foi Director Musical da Ópera Estatal de Hamburgo. É membro das Academias das Artes de Hamburgo, Berlim e Munique. Mais recentemente, na temporada de 2005/06, foi Compositor em Residência da Orquestra Sinfónica Alemã de Berlim.

    Hans Zender foi Professor de Composição no Conservatório de Frankfurt entre 1988 e 2000, cidade que lhe atribuiu o Prémio Goethe em 1997. Recebeu igualmente o Prémio da Cultura de Hessen. A sua discografia é vasta,contando-se ainda numerosas gravações para a televisão. Mantém uma actividade regular a nível internacional como maestro convidado.

    No domínio da composição, Hans Zender afirmou-se internacionalmente a partir dos anos sessenta, muito particularmente em dois domínios: a música vocal, onde se destacam a série de peças vocais Canto I (1965) a Canto VII (1992) ou, mais recentemente, Tres canciones (2005) e Logos-Fragmente (2008), incluindo a vertente da música cénica com Stephen Climax (1984) ou Don Quijote de la Mancha (1991); o domínio da transcrição, ou adaptação de obras de outros compositores, sendo de destacar Diálogo com Haydn (1983), Cinco Prelúdios de Debussy (1991), Schuberts Winterreise (1993), Schumann-Fantasie (1997) e 33 Veränderungen über 33 Veränderungen (2011). Neste capítulo específico há ainda que fazer a distinção entre o tipo de transcrição clássica, que consiste apenas numa orquestração e que acontece no caso dos Cinco Prelúdios de Debussy, e aquilo a que Zender chama “uma interpretação composta” e que encontra exemplos brilhantes no seu recente trabalho sobre as obras de Schubert e Beethoven.

     


    2014

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