Martin André

direcção musical

  • Depois de estudar violino e piano na Yehudi Menuhin School, Martin André prosseguiu os estudos musicais na Universidade de Cambridge e estreou-se profissionalmente a dirigir Aida na Ópera Nacional de Gales, em 1982. Recentemente comemorou 30 anos de uma carreira desenvolvida em teatros de ópera e salas de concerto de todo o mundo.

    Martin André tem um repertório de ópera vasto, mas é particularmente conhecido pelas suas interpretações de Janáček, Verdi e Mozart. É um dos raros maestros que dirigiu todas as principais companhias de ópera britânicas, apresentando obras como Un ballo in maschera (Royal Opera House) e as estreias britânicas de Cornet Christoph Rilke de Matthus e The Makropoulus Case (Glyndebourne Touring Opera). Dirigiu ainda obras de Prokofieff e Mozart, e ainda a estreia mundial de Bakxai de John Buller na English National Opera. Ao longo da última década aprofundou a relação com a Opera North, com óperas de Martinů, Falla, Rachmaninoff, Puccini, Verdi, Gounod e Janáček. Em 2000 dirigiu uma transmissão em directo de As Bodas de Fígaro para a BBC. Com a Garsington Opera, dirigiu óperas de Stravinski, Martinů, Mozart e Humperdinck. Foi Director Musical da English Touring Opera entre 1993 e 1996.

    A sua carreira internacional começou em 1986, com a estreia norte-americana de Da Casa dos Mortos de Janáček para a Ópera de Vancouver. Estreou-se nos EUA a dirigir Carmen para a Ópera de Seattle. Tem trabalhado regularmente em países como Áustria, Canadá, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Israel, Itália, Nova Zelândia, Portugal, África do Sul e EUA. No domínio da música sinfónica, o seu repertório é também extenso e variado, destacando-se particularmente as obras de Mozart, Nielsen, Chostakovitch e Tchaikovski. Desenvolve relações especialmente duradouras com a Sinfónica de Limburgo (Holanda), a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e o Collegium Musicum Bergen (Noruega).

    Martin André tem um interesse particular em ajudar a nova geração de músicos. Tem uma relação próxima com o Royal College of Music (Londres) desde 2000, onde criou um Programa de Treino de Repertório Orquestral. Em 2006, fundou a orquestra portuguesa de jovens Momentum Perpetuum, que dirigiu durante cinco anos e com a qual fez uma digressão a Itália.

    Entre 2010 e 2013, foi Director Artístico do Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa. Para além das funções executivas, dirigiu várias produções entre as quais uma trilogia de La traviata, Il trovatore e Rigoletto para comemorar o Bicentenário de Verdi em 2013. Com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigiu a integral das Sinfonias de Mozart e outras grandes obras sinfónicas e corais. Desenvolveu depois dois grandes projectos na Dinamarca com as óperas Lucia di Lammermoor e L’amico Fritz para a Den Jyske Opera. Com a Sinfónica da BBC e os BBC Singers, fez a estreia mundial de A Christmas Carol de Neil Brand. Dirigiu também a Orquestra Sinfónica de Banguecoque.

    Em 2017 regressou ao Teatro de São Carlos com as óperas Der Zwerg de Zemlinsky e I pagliacci de Leoncavallo, num espectáculo duplo encenado por Nicola Raab. No Royal Northern College, em Manchester, dirigiu Cendrillon de Massenet, uma das suas obras preferidas, com encenação de Olivia Fuchs. Interpretou ainda Brahms e Chostakovitch com a Sinfónica de Sonderjyllands.


    2017/18

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