Billy Hart
bateria
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Billy Hart tem integrado as correntes mais autênticas do jazz desde a sua adolescência, em Washington D.C. Tocou com artistas soul como Otis Redding e Sam & Dave, e mais tarde com Buck Hill e Shirley Horn. Esta última tornou-se um dos seus primeiros mentores (muito mais tarde, Horn regressaria aos palcos com a ajuda do próprio Hart). Ganhou projecção nacional com Jimmy Smith, o grande intérprete de órgão Hammond, a que se seguiu uma temporada com Wes Montgomery quando este guitarrista estava no auge da sua popularidade. Por volta de 1970, em Nova Iorque, Hart tocou e gravou com músicos tão variados e inspiradores como Miles Davis (participou no álbum On The Corner, de 1972), Joe Zawinul, Wayne Shorter, McCoy Tyner, Eddie Harris e Pharoah Sanders, um período que culminou com a sua entrada no ensemble Mwandishi de Herbie Hancock. No final dos anos 70, a longa temporada em que Billy Hart tocou com Stan Getz foi mais uma experiência marcante. Desde então, colaborou em inúmeros discos e fez parte de grupos que vão desde os formados para ocasiões especiais – com estrelas como Freddie Hubbard e Joe Henderson – até aos projectos inovadores de dimensão local, inspirados pela presença de um mestre que ainda se interessa pelos desenvolvimentos mais recentes do jazz. Nos últimos anos, tem aparecido frequentemente em digressão com dois grupos formados por músicos lendários: The Cookers e Saxophone Summit.
Aos 77 anos, Billy Hart continua a trabalhar intensamente e a ensinar em todo o mundo. Passa bastante tempo no Conservatório de Música de Oberlin desde o início da década de 1990 e é professor no Conservatório de New England e na Western Michigan University. Dá aulas particulares por intermédio da New School e da Universidade de Nova Iorque. Com o Billy Hart Quartet, ao lado de Mark Turner, Ethan Iverson e Ben Street, editou dois álbuns para a ECM Records.
2018




