Kurt Rosenwinkel

guitarra

  • Kurt Rosenwinkel nasceu em 1970 na cidade de Filadélfia. Teve aulas de piano desde muito novo e iniciou o estudo de guitarra de forma auto-didacta. O rock e a fusão levaram-no até ao jazz, inspirado por guitarristas como Pat Metheny, John Scofield e Bill Frisell. Estudou no Berklee College of Music em Boston e teve as suas primeiras experiências profissionais no grupo liderado pelo vibrafonista Gary Burton. Pouco depois ingressou na Electric Bebop Band de Paul Motion, com a qual gravou vários álbuns para as etiquetas JMT e Winter & Winter. Mudou-se para Nova Iorque em 1991 e rapidamente se tornou uma figura de grande relevo no panorama musical da cidade, com uma reputação de compositor, improvisador e líder de banda inovador. Mostrou um forte domínio da tradição do jazz e um grande amor pelos standards, mas também uma determinação de explorar a sua própria linguagem.

    Em 1995 foi-lhe atribuída uma bolsa pela National Endowment of the Arts. Depois dos primeiros álbuns East Coast Love Affair e Intuit, vieram quatro discos editados pela Verve e que lhe renderam enorme admiração: The Enemies of Energy, The Next Step, Heartcore e Deep Song.

    No recente Standards Trio: Reflections, aguardado como sucessor do dinâmico The Remedy: Live at the Village Vanguard, o guitarrista mergulha nas texturas harmónicas de standards num formato intimista, acompanhado pelo contrabaixista Eric Revis e o baterista Eric Harland. Enquanto em The Remedy encontrávamos solos extensos e composições originais, no contexto de um quinteto acústico ao vivo, Reflections é preenchido quase inteiramente por baladas, interpretadas com nuances e uma alma rara.

    Depois da gravação de East Coast Love Affair para a pequena editora espanhola Fresh Sound New Talent, e de Intuit para a holandesa Criss Cross, o reconhecimento global de Rosenwinkel surgiu com The Enemies of Energy (2000), a estreia para a Verve. Seguiu-se The Next Step em 2001, onde revelava a linguagem harmónica original que estava a desenvolver com o saxofonista Mark Turner. No caso especial de Heartcore (2003), co-produzido por Q-Tip (ex-membro da banda de hip hop A Tribe Called Quest), revelou as explorações sónicas de Rosenwinkel para além da esfera do jazz. No disco de 2005, Deep Song, Rosenwinkel junta-se aos seus pares Brad Mehldau, Joshua Redman, Larry Grenadier, Ali Jackson e Jeff Ballard. Já em The Remedy, o quinteto incluía o seu grupo de trabalho com o saxofonista Turner, o pianista Aaron Goldberg, o contrabaixista Joe Martin e o baterista Harland.

    Depois da espectacularidade desta gravação ao vivo, Reflections é um fôlego purificador para Rosenwinkel. Talvez o seu projecto mais refinado e cativante, Reflections revela um lado mais caloroso deste músico dotado e versátil.


    2010

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