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  • Em 1803, Beethoven aceitou a encomenda do empresário Emmanuel Schikaneder para compor uma ópera. O libreto era da autoria do próprio Schikaneder mas, pouco tempo depois, ao não conseguir resultados satisfatórios, Beethoven decidiu trocar o texto pela tradução alemã de um libreto francês, da autoria de Jean-Nicolas Sonnleithner, intitulado Léonore, ou L’amour conjugal. A acção passa-se numa prisão em Espanha, no século XVIII, e é inspirada em factos verídicos. Como grande parte das peças teatrais, o drama desenrola-se num triângulo formado por um herói, uma heroína e um vilão. O herói Florestan, um jovem nobre que defende ideais de liberdade, é preso pelo tirano Don Pizarro. A mulher de Florestan, Leonora, tem como missão libertar o seu marido. Para isso faz-se passar por um homem, Fidelio, e consegue emprego como carcereiro na prisão. Mas a resolução do drama não podia ser assim tão simples. Uma jovem de sua graça Marcelina, filha do chefe dos carcereiros, apaixona-se por este novo guarda Fidelio. Quando Fidelio (Leonora) é chamado para cavar a sepultura onde Pizarro pretende enterrar Florestan, depois de o apunhalar, revela o seu disfarce e ameaça o tirano com uma pistola. Por sorte, a chegada de Don Fernando, ministro do rei‐ no, coincide com este momento e Pizarro é preso. O casal sai em liberdade.

    O drama insere-se nos ideais que Beethoven sempre defendeu e na esperança que vislumbrou na então recente Revolução Francesa. A ópera foi estreada a 20 de Novembro de 1805 mas teve apenas três récitas. Nessa altura foi utilizada a abertura que é hoje conhecida como “Abertura no 2 de Leonora”, pois esse era o nome que Beethoven queria para a ópera (Leonora, ou o amor conjugal). A 29 de Março de 1806, teve lugar uma reposição no mesmo teatro 3 de Viena, para a qual Beethoven escreveu uma nova Abertura, conhecida como Leonora III. É essa versão que escutaremos hoje, a qual inclui temas dos dois actos que constituem a ópera na sua versão definitiva. Essa apenas foi apresentada em 1814, também na cidade de Viena, e a sua Abertura tem o nome de Fidelio, o mesmo com que a ópera conquistou o seu lugar de destaque no repertório lírico. 

     


    Rui Pereira, 2013 

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