• Ainda hoje, Samuel Barber é sobretudo conhecido como autor do Adagio para cordas, facto para o qual tem certamente contribuído o frequentíssimo uso da obra em filmes (além do já citado Platoon, refira-se também O Homem Elefante e O Fabuloso Destino de Amélie), séries e até jogos de computador. Curiosamente, a obra foi escrita originalmente para quarteto de cordas, em 1936, e só depois seria transcrita para orquestra de cordas, a pedido do maestro Arturo Toscanini – que a estrearia com grande sucesso em 1938, à frente da Orquestra da NBC.

    É sem dúvida o carácter intensamente expressivo da música – simultaneamente lírico e austero – a par da simplicidade da sua estrutura formal – basicamente um longo arco, com um crescendo gradual que culmina num vértice de expressividade – que tanto tem fascinado os ouvintes e, claro, os cineastas. A música presta-se especialmente a um carácter de lamento fúnebre, tendo sido inclusivamente descrita como “a música mais triste alguma vez escrita” (Thomas Larson, 2010). No caso de Platoon, acompanha imagens de morte, violência e crueldade na Guerra do Vietname, sendo especialmente memorável o momento em que o Sargento Elias, abandonado pelo seu pelotão, é abatido por soldados inimigos, ao som do Adagio de Barber.

     


    Daniel Moreira, 2016 

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