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  • 1. Ford’s Farm, 1896

    2. Chicago

    3. Xian Jian Province, 2112

    4. Reykjavik, 2222

     

    Alternative Energy é uma “sinfonia de energia” que se estende por quatro andamentos e centenas de anos. Começando numa sucata rústica do Centro Oeste norte-americano no final do século XIX, a peça viaja através de fontes de energia ainda maiores e mais poderosas – um acelerador de partículas da actualidade, uma planta nuclear futurista chinesa – até chegar a uma floresta tropical islandesa do futuro, onde os últimos habitantes da humanidade procuram retomar uma forma de vida mais simples.

    A idée fixe que conecta estes mundos tão díspares surge logo no início do primeiro andamento, Ford’s Farm, 1896. A melodia é ouvida no violino – invocando a figura de Henry Ford – e é acompanhada por percussão da sucata e uma ‘orquestra fantasma’ que persegue o violinista. O arranque à manivela de um motor de automóvel, em accelerando, torna-se um motivo especial da obra, uma espécie de encarnação rítmica de uma energia cada vez mais poderosa. Este motivo explode depois na electrónica, na cidade de Chicago dos nossos dias, no segundo andamento, onde encontramos gravações do acelerador de partículas da FermiLab. Batidas hip-hop, interjeições em metais jazzísticos e alegres picos de tensão trazem o andamento a um final clangoroso.

    Avançamos cem anos até ao futuro obscuro de Xinjiang Province, 2112, onde funciona grande parte da indústria energética chinesa. Num ermo fantasmagórico, uma flauta solitária canta uma versão tragicamente distorcida do tema do violino, sonhando com um mundo natural esquecido. Mas uma energia industrial poderosa emerge à superfície; sobre o techno hardcore que se segue, salpicos orquestrais selvagens levam-nos a um colapso catastrófico.

    Quando o fumo se dissipa, vemo-nos num tempo ainda mais futuro: uma floresta tropical islandesa num planeta mais quente. Pizzicatos suaves e desafinados acompanham o nosso violinista, que regressa acompanhado por um ensemble de percussão para fazer um apelo a tempos mais simples. O canto ocasional de aves do futuro precipita-se à nossa volta, numa versão naturalista do motivo do motor. Vozes tribais à distância chamam para o ateamento de um fogo – a nossa primeira fonte de energia. 

     


    MASON BATES

    Tradução: L. Marinho/F. P. Lima

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