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  • Camille Saint-Saëns destacou-se, no panorama francês, como organista, pianista e compositor. Considerado desde pequeno como um prodígio, comparado por vezes a Mozart, teve um percurso formativo imaculado, marcado em particular pela passagem pelo Conservatório de Música de Paris, onde ingressou aos 13 anos. O seu talento e capacidade, especialmente pela primeira sinfonia que completou aos 16 anos, valeram-lhe a admiração de vários compositores, como Berlioz e Liszt. Este último teria um papel fundamental na estreia da ópera Sansão e Dalila, dando algum alento e motivação a Saint-Saëns.

    A história que envolve a ópera não é de todo pacífica. Depois de quase dez anos a trabalhar na obra, Saint-Saëns ficou desmotivado ao aperceber-se de que as casas de ópera parisienses não a queriam colocar em cena. A polémica ficou a dever-se ao facto de se tratar de uma história bíblica, baseada no Livro dos Juízes, do Antigo Testamento. De resto, é interessante perceber que, dado o conteúdo religioso, Saint-Saëns tinha pensado em compor originalmente uma oratória, mas foi dissuadido posteriormente por Ferdinand Lemaire, o libretista, por este considerar que o enredo se adaptava melhor a uma ópera. A história contém todos os ingredientes necessários para prender o público: um herói que, através da sua força, consegue derrotar os filisteus, mas que sucumbe ao poder de uma mulher astuciosa.

    A ópera acabou por ser estreada fora do território francês, no Hoftheater de Weimar, através do impulso de Franz Liszt, a 2 de Dezembro de 1877.

     “Bacanal” encontra-se no terceiro acto da ópera (cena 2), passada no interior do templo de Dagon, onde Sansão se sente impotente perante o falso amor e manipulação de Dalila.

    A música começa com um solo exótico de oboé, introduzindo de certo modo o carácter de dança, que depois se adensa com os restantes instrumentos, até um clímax que revela a mestria composicional de Saint-Saëns, assim como o carácter sedutor e festivo desta obra. 

     


    Pedro Russo Moreira, 2014

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