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  • Hefti estudou nos Conservatórios de Zurique e de Karlsruhe, tendo sido aluno de Wolfgang Rihm e Cristóbal Halffter, entre outros. O seu catálogo é considerável, incluindo um leque variado de obras que vai desde a música de câmara até às obras sinfónicas. A sua carreira conta com inúmeros prémios e distinções, sendo convidado para muitos festivais, quer como compositor quer como maestro, trabalhando com as mais prestigiadas orquestras e ensembles de música contemporânea.

    Changementsé uma peça para orquestra sinfónica, em um só andamento. Tal como em outras das suas obras, a sequência dos acontecimentos sonoros assemelha-se a uma espécie de montagem cinematográfica, oscilando entre escritas e sonoridades muito extremadas, tanto ao nível dinâmico, como dos registos ou do carácter. A peça muda frequentemente de cor e de estado de espírito. Isso tanto acontece de forma progressiva e orgânica, como abruptamente. O subtítulo da obra, no dizer do próprio compositor, de alguma forma explícita o traço visual destas escritas: “imagens atmosféricas para orquestra”.

    A obra começa com “rumores”, no registo mais grave, numa atmosfera fechada e escura. Muito gradualmente este carácter estático e plano vai ganhando movimento, cor e visibilidade, em boa parte devido à escrita rítmica, aos jogos de articulação e à textura. A alternância de tais movimentos com diversos outros agregados de sons, feitos de uma espécie de música murmurada e flutuante, colorida por percussões discretas e delicadas e pelo ar dos instrumentos de sopro, cria a dinâmica necessária para a parte central da peça. A imaginação sonora do compositor é rica e refinada, recorrendo nas percussões a instrumentos do Mali ou a sons de canas de bambu. Essas alternâncias e os jogos rítmicos cada vez mais intensos e poderosos conduzem a peça ao seu clímax. Daí começarão a sair pequenos fragmentos e motivos, quais “sombras de som”, em jeito de réplicas ou ecos. À margem destes acontecimentos, vai-se levantando uma toada ingénua e inocente que encaminha a peça para o seu termo.

     


    Fernando C. Lapa, 2017 

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