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  • 1. Abertura e Cortinas (para Peter Brook) –

    2. Primeira cena (para Luc Bondy)

    3. Segunda cena (para Klaus Michael Grüber)

    4. Terceira cena – Cortinas (para Patrice Chéreau)

    «A minha Chinese Opera tem muito pouco a ver com a verdadeira ópera chinesa. Na China, cada província tem o seu próprio estilo de teatro, denominado segundo a sua proveniência e tocado sem alterações desde há séculos. Chinese Opera é escrita como uma apresentação cénica e cinematográfica. É a ‘ópera’ da minha própria ‘província’»: diz Péter Eötvös sobre a sua obra de 1986 para uma orquestra de pequenas dimensões, estreada pelo agrupamento parisiense Ensemble intercontemporain.

    Existe no entanto uma dimensão absolutamente operática em Chinese Opera, ou seja, no sentido de que a música é sempre teatral: ela emerge do gesto, do gesto linguístico. Além da língua, a orquestração de Chinese Opera apresenta também (e talvez em particular) uma obra focada no movimento: nas quantidades, na deslocação de massas. Tal como o compositor escreve, trata-se de «aglomerações urbanas que se constroem e voltam a desintegrar-se, cruzando-se umas com as outras – como ao atravessar um cruzamento bastante movimentado». Nesse sentido, a realização ‘cénica’ foi projectada de modo exclusivo e original: não deveria ocorrer no palco de um teatro, mas sim «na esquina de uma rua, com uma praça e apartamentos». Poderia observar-se nas janelas «a dança das silhuetas, as cortinas e as luzes», mas também o vaivém da construção na rua. Ópera falada sem palavras, ópera estranha e fantástica, ópera do movimento de massas, do lugar público, não chinesa, mas de uma «província do interior»: é difícil atribuir um género à Chinese Opera. Porque, tal como as dedicatórias referem encenadores tão diferentes, a obra é móvel, ela joga, ela assume o contraste das personagens: «a construção da cena rápida, ritualística em Brook, a beleza flexível lírica em Bondy, a fluída polifonia em Grüber, e finalmente a dura verticalidade tipo rochedo em Chéreau.» Chinese Opera é uma obra para ouvir, vendo.


    Peter Szendy
    Tradução: Helena Silva

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