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  • 1. Larghetto affettuoso –

    2. Allegro

    3. Largo e piano –

    4. Adagio

    Os “Twelve Great Concertos” op. 6 de Händel, compostos em Setembro e Outubro de 1739 e publicados por Walsh em Londres em 1740, são uma clara homenagem ao igualmente op. 6 de Corelli. Händel havia conhecido Corelli durante a sua estadia em Roma, e se não ficou particularmente impressionado com a prestação do grande mestre enquanto virtuoso do violino – Corelli liderou, com pouco sucesso e alguma dificuldade, a orquestra de Händel nas primeiras apresentações de Il trionfo del tempo e del disinganno em 1707 e La resurrezione em 1708 –, seguramente se apercebeu da genialidade das suas criações e por elas se deixou influenciar. O quarto concerto da colecção é uma obra concisa em quatro andamentos, um pouco sombria, mas de uma beleza e elegância intemporais. O Larghetto affetuoso inicial, desprovido de contrastes entre solo e tutti, apresenta uma expressiva cantilena nos primeiros violinos, discretamente acompanhada pela restante orquestra. Contrasta fortemente com a energética e dramática fuga – claro preito às fugas dos concertos da Chiesa de Corelli – que constitui o segundo andamento. O elaborado contraponto é usado magistralmente no tratamento do tema algo anguloso, de uma forma rigorosa mas nunca escolástica. Pelo contrário, é audaciosa a frequente fragmentação dos motivos que são depois desenvolvidos, contrastados e variados, alternados entre o concertino e o repleno de forma dramática e expressiva, e culminando num sumptuoso Adagio. O terceiro andamento Largo e piano evoca uma meiga Sarabanda, em que as melodias dos violinos se entrelaçam em grinaldas ricas de dissonâncias e se espraiam sobre um baixo andante, igualmente de inspiração corelliana. O quarto e último andamento é um vigoroso e movimentado Allegro ternário com traços de Hornpipe, e em que é reutilizado material da ária “E si vaga del tuo bene” da penúltima ópera de Händel Imeneo (1738/40). Contrariamente à prática de Corelli, Händel usa frequentemente os dois violinos solistas em uníssono, não só nos tuttis, reforçando a melodia principal, mas mesmo em alguns dos solos, o que revela um novo conceito de equilíbrio sonoro na relação entre concertino e repleno.

     


    Fernando Miguel Jalôto, 2016 

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