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  • 1. Allegro aperto

    2. Adagio non troppo

    3. Rondo: Allegretto

     

    Foi durante uma das suas estadias em Mannheim, na iluminada e estimulante corte musical do Príncipe Eleitor Karl Theodor, que Mozart aceitou uma encomenda de um holandês de nome De Jean, músico amador, que incluía, entre várias obras, os dois concertos para flauta e orquestra. Consta que terá aceitado o trabalho com relutância, dado o desinteresse que sentia pela flauta. De resto, acabou por receber menos de metade dos 200 florins acordados, devido ao excessivo atraso na entrega das obras.

    Mozart tinha 22 anos, corria o ano de 1778, e há registo de uma carta ao seu pai onde se queixa: “além disso, sabes que fico impotente sempre que sou obrigado a escrever para um instrumento que não suporto”.

    Mas ao ouvirmos este concerto K. 314 em Ré maior, a última coisa que nos ocorre é a existência de qualquer tipo de desconforto ou desinteresse na sua concepção, tal o brilho, a leveza, a solidez da estrutura, a elegância que a superioridade mozartiana faz sobressair em cada frase dos três andamentos do concerto.

    Em 1920 foi descoberto o Concerto para oboé em Dó, que veio a ter o número de catálogo K. 271k, e descobriu-se que o 2º Concerto para flauta é uma transposição para Ré desta obra composta em 1777, com alterações de detalhe.

    O Concerto inicia-se com um Allegro aperto emforma-sonata, vivo e dinâmico, claramente de influência francesa, que começa com um solo de flauta ao estilo dos solistas vocais castrati, com uma longa notasustentada, alternado com um segundo tema mais doce e contrastante. O Andante ma non troppo explora extensamente as capacidades líricas da flauta, proporcionando um melodismo sublime, através do material temático reescrito a partir do antigo Concerto para oboé de 1777. Termina com um Allegro final, num rondó espirituoso, muito no estilo d’O Rapto do Serralho, que seria estreado quatro anos depois em Viena. Convence-nos, definitivamente, que a flauta até poderia ser, claramente, um dos seus instrumentos de eleição.

     


    Gabriela Canavilhas, 2017 

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