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  • 1. Allegro aperto

    2. Adagio

    3. Rondeau: Tempo di Minuetto – Allegro – Tempo di Minuetto

     

    Leopold Mozart foi autor de um dos mais famosos compêndios de violino do seu tempo. Não admira, pois, que ao mostrar uma grande e precoce aptidão musical, o seu filho Wolfgang tenha começado por aprender a tocar violino – inicialmente, diz-se, com seis anos de idade e sem professor – e piano. O violino foi sempre muito importante ao longo da sua juventude e Mozart tocava regularmente na Orquestra da Corte de Salzburgo e nas digressões que fazia. Em 1777, enquanto visitava Augsburgo, Leopold escreveu ao filho encorajando-o: “Tu mesmo não sabes o bem que tocas violino. Se acreditares em ti mesmo e tocares com energia, com todo o coração e alma, aí sim, tocarás como um dos melhores violinistas da Europa.” Foi apenas quando trocou Salzburgo por Viena em 1781, escapando da influência do pai, que Mozart concentrou as suas energias em concertos públicos como pianista, reservando o violino (e mais regularmente a viola) para eventos musicais passados na esfera da vida privada.

    Sem surpresa, todos os cinco Concertos para violino de Mozart datam dos seus primeiros anos. O primeiro é provavelmente de Abril de 1773 e os restantes de um período que decorreu entre Junho e Dezembro de 1775 – os meses que antecederam o seu 20º aniversário. É sabido que alguns dos concertos foram estreados pelo concertino de origem italiana da Orquestra de Salzburgo, Antonio Brunetti. Na correspondência de Mozart há uma referência a um outro violinista da cidade, Johann Anton Kolb, que terá igualmente estreado uma das obras. Mas não se sabe se Mozart terá sido igualmente um dos intérpretes destes concertos. No entanto, é fácil pensar que eles reflectem a sua técnica pessoal e a sua personalidade enquanto violinista, pelo menos nas muitas oportunidades para improvisar em passagens de transição e nas cadências.

     

    O último Concerto para violino de Mozart, datado de 20 de Dezembro de 1775, é o que expressa sentimentos mais maduros e o mais ambicioso, apesar de não requerer mais do que os regulares recursos da orquestra de Salzburgo – cordas, dois oboés e duas trompas. O primeiro andamento tem a indicação pouco habitual de Allegro aperto, sugerindo abertura ou sinceridade; a sua característica mais fora do comum são os deslizantes seis compassos em Adagio com que o solo do violino faz a sua primeira entrada. A mesma indicação de tempo e carácter e a mesma concentração no registo superior e mais lírico do instrumento marcam o andamento lento em Mi maior.

    O terceiro andamento, tal como acontece no Concerto n.º 2, é um Rondeau em tempo de minueto. No episódio central em compasso binário (2/4) e ao estilo turco, ele reserva uma surpresa na figura de uma tonalidade menor. Esta influência do estilo turco estava muito em voga na época e é aqui personificada numa alusão a instrumentos de percussão nos violoncelos e contrabaixos. É um dos finais mais graciosos de Mozart. 

     


    Anthony Burton

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