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  • Químico de reputação internacional, Alexander Borodin é hoje mais conhecido como compositor, apesar de esta actividade ter sido afectada pela sua carreira académica. Deixou por isso várias obras inacabadas, entre as quais a ópera O Príncipe Igor, não obstante se ter dedicado à sua composição durante 18 anos. Após a sua morte, a obra foi completada e parte da sua orquestração terminada por Glazunov e por Rimski-Korsakoff, sendo estreada em 1890. O libreto foi adaptado pelo compositor a partir de uma epopeia do séc. XII (cuja autenticidade não tem reunido consenso no meio académico) – Canção da Campanha de Igor – que relata as lutas entre um príncipe russo e um povo nómada de origem turca denominado polovtsianos.

    As Danças Polovtsianas são uma das secções mais conhecidas de O Príncipe Igor, e encerram o 2º acto. A composição desta secção terá decorrido durante o Verão de 1875, e foram estreadas isoladamente em 1879. As Danças ocorrem num momento da ópera em que o protagonista, o Príncipe Igor, está preso no acampamento do chefe dos polovtsianos, Khan Kontchak, que o presenteia com um espectáculo em admiração pela sua valentia. O filho de Igor, Vladimir, também prisioneiro, está enamorado da filha de Kontchak, e este sentimento está subjacente ao cariz sensual da música desta secção. O ondular das melodias, o uso de instrumentos de sopro e a utilização de cromatismos realçam esta sensualidade e conferem-lhe um apelo particular, que poderá ter levado à sua adaptação na canção “Stranger in Paradise”, do musical de sucesso da Broadway Kismet (1953). Na ópera, as Danças incluem intervenções corais, que costumam ser omitidas em versão de concerto.

    Na curta introdução, que acompanha a entrada em palco dos escravos polovtsianos e da corte de Kontchak, apontamentos solísticos nos instrumentos de sopro dão lugar à apresentação de um dos temas mais conhecidos temas destas Danças pelo corne inglês: é a Dança das Raparigas de ‘movimentos ondulantes’, conforme descrição da partitura. A Dança dos Homens, caracterizada como ‘selvagem’ na partitura, também com solos de instrumentos de sopro, termina numa breve pausa, seguindo-se a Dança Geral e a Dança dos Rapazes. Todas estas secções vão sendo depois alternadas e revisitadas, num crescendo de energia que desemboca no clímax final.

     


    Helena Marinho, 2016 

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