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  • 1.Grande coral de graças

    2.Balada da rapariga afogada

    3.Marterl. Aqui repousa a virgem

    4.Primeiro relato sobre o soldado desconhecido sob o Arco do Triunfo

    5.Segundo relato sobre o soldado desconhecido sob o Arco do Triunfo

    6.Grande coral de graças

    Das Berliner Requiem foi escrito em resposta a uma encomenda da Rádio de Frankfurt em 1928. Kurt Weill escolheu uma série de poemas de Brecht em colaboração com o próprio autor e segundo um critério que pretendeu dar voz ao que os homens e mulheres seus contemporâneos pensavam sobre a morte. Os textos são de uma grande crueldade e oferecem uma visão cínica da sociedade que procura esquecer os seus mortos, vítimas da guerra e da própria sociedade corrupta.

    A instrumentação é muito variada entre as 5 secções que constituem este Requiem secular. O Grande coral de graças, cantado pelas vozes de tenor, barítono e baixo, é acompanhado pelos sopros, madeiras e metais, de acordo com a tradição dos corais sacros, numa alusão ao acompanhamento organístico. A Balada da rapariga afogada é igualmente cantada pelas três vozes mas acompanhada simplesmente por uma guitarra, facto que reforça a morte solitária descrita no texto. Os solos de saxofone e clarinete que dão início ao texto “Aqui repousa a virgem”, reforçam o decadentismo associado às canções de cabaré e que domina o ambiente desta breve canção. As duas últimas secções do Requiem têm textos alusivos ao soldado desconhecido. O Primeiro relato tem início com ritmos pontuados alusivos a marchas militares e o canto segue um modelo de contraponto imitativo, assumindo depois um estilo declamatório muito próximo ao canto falado. Este registo atinge uma dimensão mais dramática no Segundo relato, um recitativo para a voz de barítono acompanhada pelo órgão ou harmónio. O Coral inicial é geralmente repetido encerrando o Requiem.


    Rui Pereira, 2015

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