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  • A lenda de Don Juan tem origem em Espanha e relata as aventuras de um homem fisicamente atraente e sem escrúpulos que, entre as suas muitas conquistas amorosas, seduz a filha de um comandante de Sevilha. Num duelo de espadas, Don Juan mata o comandante. Um dia, ao deparar-se com a estátua deste na rua, resolve fazer chacota e humilhar a honra do comandante convidando a figura de pedra para uma festa. A história tem um desfecho dramático que se enquadra num certo sentido de justiça divina. A estátua aparece mesmo no festim e envia Don Juan para o inferno.

    O tema foi tratado na literatura de diferentes países, primeiramente em Espanha no drama El burlador de Sevilla (1630), atribuído a Gabriel Téllez, e em França na peça de Molière Le Festin de Pierre (1665), mas depois também por Byron, Don Juan e por Espronceda, com El estudiante de Salamanca, entre muitos outros autores.

    Na literatura musical, os pontos altos da lenda de Don Juan encontram lugar na ópera de Mozart, Don Giovanni (1787), e no poema sinfónico de Richard Strauss, Don Juan (1889).

    O poema sinfónico que Richard Strauss (1864-1949) escreveu após a leitura de poemas do seu compatriota austríaco Nikolaus Lenau (1802-1850), os quais descreviam sentimentos de “desejo”, “posse” e “desespero”, dá, desde o início, a sonoridade propícia às desventuras deste anti-herói. O entusiasmo do início e o sentimento de luta pela conquista amorosa contrasta com a magia do encantamento proporcionada pela figura da pessoa amada, brilhantemente apresentada pelo harpejo da harpa. Nas cordas, este sentimento vai afirmando-se com um ímpeto crescente, até que a verdadeira personalidade de Don Juan volta a emergir proporcionando o desenrolar do drama que termina com a morte de Don Juan num registo fúnebre, nas profundezas, numa tonalidade menor e sem esperança.

    A obra teve imediata aceitação por parte do público aquando da sua estreia em 1889 sob a direcção do compositor. Responsável pelo seu sucesso e internacionalização foi o grande maestro Hans Von Bülow, que dirigiu a estreia da obra em Berlim um ano depois.

     


    Rui Pereira, 2013

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