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  • Para a maior parte dos melómanos a nível mundial o nome de Gustav Holst é sempre e quase exclusivamente associado à obra Os Planetas. Esse facto é compreensível pela grandiosidade ímpar deste ciclo sinfónico que, de certa forma, ofusca as suas restantes obras que nunca gozaram de circulação internacional. Holst foi uma personalidade importante na vida musical inglesa. Trombonista de profissão, foi igualmente um professor de composição muito respeitado e programador cultural. Até ao sucesso alcançado com Os Planetas, a sua obra não teve repercussão fora de Inglaterra. Curiosamente, Holst nunca quis retirar dividendos da fama obtida e preferiu manter a sua actividade mais recatada como professor até ao fim da vida.

    Os Planetas, a que Holst chamou “uma suite”, são um ciclo sinfónico quase sem precedentes na sua dimensão cuja execução integral demora cerca de 50 minutos. Composto por sete peças que representam diferentes planetas do sistema solar, reflecte uma visão relacionada com a astrologia e não com a astronomia. Holst ficou sugestionado pela ideia de compor uma obra musical que reflectisse a influência que os planetas têm na vida das pessoas de acordo com os princípios que regem os horóscopos, ideia essa sugerida por amigos numas férias que o compositor passou na ilha de Palma de Maiorca, no ano de 1913. Por essa razão, o ciclo, terminado apenas em 1917, não inclui o planeta Terra. Obviamente, só estão incluídos os planetas conhecidos até à data da composição e que surgiam referenciados nos manuais de astrologia.

    Marte é o planeta que abre o ciclo e está associado à guerra e aos conflitos, um tema que em plena Primeira Grande Guerra estava na ordem do dia. Um ostinato rítmico de carácter marcial marca esta peça grandiosa, de sonoridades misteriosas e de grande intensidade, com poderosos metais e efeitos que sugerem a movimentação de grandes massas. É fácil associar a música à banda sonora de um filme sobre a guerra ou de ficção científica, pelas suas qualidades pictóricas. Mantendo-se num registo muito similar, a peça termina com sonoridades que aludem claramente à destruição massiva provocada pela artilharia pesada.

     


    Rui Pereira, 2017 

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