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  • 1. Amanhecer na cidade –

    2. Máquinas (e homens) –

    3. 10:30. Intermezzo –

    4. Máquinas –

    5. Sonhos –

    6. Voos nocturnos –

    7. Amanhecer na cidade

    Sobre a obra, o compositor assinou a seguinte nota de programa:

    «Memorias de un hombre de ciudad é uma obra descritiva que denuncia a desumanização do homem actual, a rotina, o trabalho, os horários, as pressas, as máquinas que nos dominam… Nela se conta a vida de uma pessoa durante um dia normal.

    «Os sete andamentos que compõem a obra sucedem-se ininterruptamente. O primeiro, Amanhecer na Cidade, narra o amanhecer misterioso e envolto num halo de tristeza de um dia de trabalho rotineiro. Neste episódio apresenta-se a célula de três notas (si-sol-fá sustenido) que aparecerá como fio condutor em toda a obra.

    «Máquinas e homens é um episódio de ritmo violento: dois temas opostos procuram conviver sobre uma célula envolvente e obsessiva de tercinas que marca o ritmo frenético da vida actual: o “tema dos homens” é uma melodia expressiva que parte da célula de três notas já mencionada, e o “tema das máquinas” é uma melodia pentatónica repetitiva.

    «No breve episódio 10:30, Intermezzo surge um novo motivo: trata-se de uma secção de oito compassos de textura homófona com uma sucessão de acordes menores sem âmbito tonal. Depois de uma nova irrupção de Máquinas onde se desenvolvem os elementos do segundo andamento, Sonhos representa um breve momento em que, ao final do dia, a personagem da nossa história sonha com uma vida melhor que dificilmente alcançará. A melodia dos homens aparece então quase despida e combinada com elementos do Intermezzo.

    «A música volta a agitar-se em Voos nocturnos, passagem que evoca a vertigem que produz por vezes a vida nocturna. Trata-se de uma secção de desenvolvimento onde se combinam e sobrepõem os diferentes elementos que aparecem ao longo da obra. Depois do clímax do Grandioso, o ritmo vai-se diluindo paulatinamente até que faz regressar Amanhecer na cidade, encerrando desta forma o ciclo.

    «A obra termina assim com um claro simbolismo extramusical: a vida do homem moderno não é uma sucessão de dias, mas antes um único dia repetido sem cessar.»


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