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  • William Byrd foi um dos compositores mais importantes da Renascença, mais propriamente da transição para o século XVII. Foi extremamente profícuo e influente, tendo escrito uma grande diversidade de géneros, desde música sacra a profana, para coro, consortes e para tecla. A sua vida coincidiu com um período de instabilidade e mudanças ao nível da religião em Inglaterra, a par de grandes transformações nas próprias técnicas de composição, sobretudo na parte final da sua vida e por influência das correntes da Europa continental. Byrd soube cultivar e integrar estas influências num estilo extremamente pessoal, bem como influenciar a geração de compositores que se lhe seguiu e na qual se destacaram vários dos seus discípulos. 

     

    2 Pavanas e Galhardas de

    My Ladye Nevells Booke

     

    My Ladye Nevells Booke é um manuscrito guardado na British Library, em Londres, que contém 42 peças para instrumento de tecla da autoria de William Byrd. As peças não terão sido escritas como um ciclo mas resultam de uma recolha escolhida e editada pelo próprio Byrd. A razão de ser desta recolha sob a designação My Ladye Nevells permanece por esclarecer, mas tudo indica que Lady Nevell seria Elizabeth Bacon (c.1541- 1621), a filha mais velha de um nobre ao serviço da Rainha Isabel I, a última monarca da Casa de Tudor. Elizabeth Bacon foi a terceira esposa de Sir Henry Neville da Casa de Billingbear, no Berkshire, uma influente família com fortes tradições culturais. Sabe- se que o compositor Thomas Morley também lhe dedicou uma colectânea da sua música. No manuscrito de Byrd aparece escrito: “assinado e terminado no ano da graça de 1591, no 33º ano do reinado da nossa soberana lady Isabel…” Não se sabe se a dedicatária terá sido aluna de Byrd ou apenas sua patrona. Várias das peças são dedicadas a outras personalidades mas o que sobressai na recolha, tendo em conta o seu tempo, é a ausência de música litúrgica. 

    A colectânea contém um dos exemplos primordiais de música programática, alusiva a uma rebelião irlandesa, e notáveis exemplos de música de dança, principalmente através da inclusão de dez pavanas e galhardas.

    A pavana é uma dança lenta de carácter processional, em compasso binário, muito em voga na Europa quinhentista. A sua origem está possivelmente associada às palavras pavón (pavão em espanhol), ou pava, o dialecto falado na localidade de Pádua, em Itália.

    A galharda é uma dança de corte originária do norte de Itália usada no século XVI e inícios do século XVII. É uma dança rápida em compasso ternário, com pequenos saltos. Forma normalmente um par contrastante com a Pavana.

     

     


    Rui Pedro Pereira, 2018 

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