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  • Poema sinfónico composto a partir de um poema de Goethe de 1797, o Aprendiz de Feiticeiro foi composto em 1897 e estreado a 18 de Maio desse ano, em Paris, sob a direcção do compositor, tendo imediatamente gozado de um enorme sucesso. A obra descreve musicalmente as aventuras de um discípulo de um feiticeiro, jovem preguiçoso e desajeitado, que usa um truque do seu mestre para obrigar uma vassoura a desempenhar o seu próprio trabalho. Demasiado zelosa no cumprimento da sua tarefa de lavar o laboratório, a vassoura acaba por provocar uma enorme inundação. Tendo-se esquecido de como quebrar o encanto, o discípulo entra em pânico, usando um machado para destruir a vassoura em pedaços que logo dão origem a uma multidão gigantesca de vassouras, ainda mais empenhadas na sua desastrosa tarefa. Aparece então o mestre, voltando tudo imediatamente à ordem. A obra de Dukas começa com uma introdução lenta, algo hesitante e ameaçadora, em que os temas são anunciados sem estarem completamente definidos. Surge então o tema principal, nos fagotes, com um carácter jocoso e ritmicamente pronunciado, acompanhado por outros elementos temáticos (que incluem um motivo em figuração rápida, nas cordas). Segue-se um desenvolvimento destes elementos musicais, criando um efeito de cada vez maior tensão e instabilidade, provocadas pelos movimentos melódicos e harmónicos ascendentes, pelo progressivo aumento da densidade e da dissonância harmónica, bem como pela sobreposição dos temas, até atingir um ponto culminante, associado ao momento em que o discípulo parte a vassoura. Assistimos então à reexposição dos elementos temáticos iniciais, com um novo processo de crescimento, que representa a aflição crescente associada à inundação do laboratório. No final, mantendo ecos dos temas previamente ouvidos, a textura volta a serenar, concluindo-se a obra.

     


    Daniel Moreira, 2013

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