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  • De Scardanelli Zyklus (ver aqui nota de programa relativa ao ciclo)

     

    A temática fúnebre é constante na obra de Holliger. Basta uma breve sondagem à sua música orquestral para confirmar essa ideia: Pneuma (1970) é uma espécie de Requiem à memória da sua mãe – mas um Requiemque, ao contrário da tradição, não encontra a paz no final; Atembogen (1975) é uma música “em forma de agonia” (palavras de Holliger), uma música sobre a extinção do som, sobre o silêncio; e (S)irató (1993) é uma homenagem fúnebre ao seu professor Sándor Veress, um ano depois da sua morte.

    Em Ostinato Funebre, ouvimos uma música que parece vir do além-sepulcro, uma música estranha, extremamente fragmentada, no limiar do silêncio, feita de sons (ou ruídos) desolados, distantes, sem ritmo, que pairam no ar, oscilando: uma nota ruminada no extremo grave do clarinete contrabaixo; notas pálidas, extremamente agudas, nos violinos; e uma enorme variedade de sonoridades percussivas (Holliger recorre a quase 20 instrumentos de percussão diferentes e, ainda, a sons produzidos com materiais “não musicais”, como folhas secas, vidros quebrados, areia e água engarrafada).


    Daniel Moreira, 2016

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