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  • Elgar é uma figura central no renascimento musical britânico do início do século XX. Richard Strauss considerou-o o “primeiro inglês progressista”, parecendo reconhecer nele o primeiro compositor britânico – ao fim de muito tempo – ao nível dos seus colegas europeus. Na verdade, depois de Purcell, falecido no distante ano de 1695, nenhum outro compositor britânico lograra realmente inscrever-se no cânone da música erudita ocidental.

    O impacto e a reputação de Elgar repousam, sobretudo, em três obras: as Variações Enigma, uma obra orquestral cuja estreia, em 1899, o consagrou a nível nacional; a oratória O Sonho de Gerôncio (de 1900) que, apesar de ter sido inicialmente mal recebida em Inglaterra, foi desde cedo muito apreciada no continente pelo seu estilo mais moderno; e as Marchas de Pompa e Circunstância (iniciadas em 1901), sem dúvida a sua obra mais popular – tão popular que a parte central da primeira marcha se tornou uma espécie de segundo hino nacional.

    A sua estrutura é simples: depois de uma breve introdução, instala-se um primeiro tema, muito vivo, quase frenético; segue-se a tal parte intermédia (designada “trio”), de carácter mais lírico e expansivo, cuja melodia Elgar declararia ser “uma daquelas para as quais só se tem inspiração uma vez na vida”; regressa depois o primeiro tema; e, por fim, volta a melodia do trio, mas agora numa orquestração mais grandiosa, com ritmos assumidos de marcha, terminando a obra em glória.

    Reconhecendo a popularidade dessa melodia, foi o próprio rei Eduardo VII (rei entre 1901 e 1910) a sugerir que Elgar a adaptasse para uma canção patriótica. Elgar seguiria essa sugestão pouco depois, em 1902, ao compor uma obra para a cerimónia de coroação do rei (a chamada Coronation Ode): pediu, então, ao poeta A. C. Benson que escrevesse um texto sobre essa sua melodia instrumental, de modo a poder ser cantado e servir de clímax à ode. Com o título “Land of Hope and Glory” (“Terra de Esperança e Glória”), o poema de Benson exprime a confiança e o poder britânicos no auge do seu poder imperial.

    Na Coronation Ode, a melodia aparece duas vezes: na primeira vez, em pianissimo, de forma instrumental; e na segunda, em glorioso fortissimo, com as vozes; o resto do andamento tem material diferente do da marcha. 

     


    Daniel Moreira, 2017 

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