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  • Filho de imigrantes judeus russos, George Gershwin nasceu em Nova Iorque. Destacou-se desde a juventude como autor de canções populares, algumas das mais famosas integradas em musicais da Broadway, ou em operetas como Porgy and Bess. São hoje património da cultura popular americana, tal como outras das suas obras se tornaram seminais na procura de um estilo nacional erudito. A reputação que Gershwin tinha aos 25 anos pode ser avaliada pela encomenda que recebe para a composição de um concerto para piano e banda de jazz – o autor da encomenda é Paul Whiteman, que era nos anos vinte um dos nomes mais populares das orquestras de jazz e de dança. A obra, escrita num andamento único, acabou por se tornar Rhapsody in Blue e foi estreada em 1924, com o próprio compositor ao piano e a banda de Whiteman. A orquestração a partir da partitura original para dois pianos foi realizada por Ferde Grofé, que retomou a partitura em 1926 e 1942 para novas adaptações.

    Os elementos da cultura negra americana marcam forte presença em várias obras de Gershwin. No caso da Rhapsody in Blue, que tinha precisamente como objectivo a criação de uma peça de fôlego para o repertório erudito, incorporando elementos da música popular, há dois aspectos mais imediatos: a proximidade com a linguagem melódico-harmónica dos blues e os ritmos de inspiração popular. No que respeita ao primeiro aspecto, note-se a constante utilização da sétima menor da escala maior e a ambiguidade entre a terceira maior e a menor. São duas características que definem a harmonia de blues, amplamente exploradas na obra – por exemplo, nas melodias que só chegam à terceira maior passando antes pela menor. Os ritmos utilizados variam consideravelmente ao longo da peça, evitando uma identificação directa com a música de dança ao pontuar o discurso com o recurso a ‘rubatos’ expressivos. Mesmo assim, podem identificar-se padrões que remetem para o jazz da época, ainda ligado ao ragtime, ao ‘stride piano’.


    Fernando Pires de Lima, 2012

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