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  • 1. La biche

    2. Un Cygne

    3. Puisque tout passe

    4. Printemps

    5. En hiver

    6. Verger

    Primavera e Inverno são os protagonistas de duas das Six chansons (1939) de Paul Hindemith (Hanau, 1895 – Frankfurt, 1963), que se inspiram na tradição polifónica renascentista e confirmam a escolha de um estilo vocal que se quer distanciar do Romantismo. A renovação técnica e expressiva que nelas se procura realiza-se também graças à relação instaurada pelo autor entre poesia e música, onde esta última visa potenciar o carácter já altamente evocativo da primeira. A obra nasce a convite do coro Chanson Valaisanne de Georges Haenni, na época da residência suíça de Hindemith, quando a hostilidade do nazismo pela sua música e, em geral, o agravamento da situação política na Alemanha o tinham levado a afastar-se do seu país.

    Para esses textos o compositor recorreu aos poemas que Rainer Maria Rilke (1875-1926) tinha escrito em francês durante uma estadia na mesma zona: os olhos do poeta carregam de implicações introspectivas a natureza do cantão do Valais, tornando-a um reflexo de sentimentos e estados de alma. Assim, por exemplo na segunda chanson, um cisne deslizando sobre a água evoca o ente amado, tal como as pequenas ondulações na água que reflecte a sua imagem sugerem a felicidade perturbada pelas dúvidas que inevitavelmente comporta o amor. Na mesma direcção vai a música de Hindemith que adapta a sua linguagem original à expressão das nuances do texto, com uma atenção à sonoridade específica da língua francesa e à adopção de curvas melódicas que lembram as da tradição desta nação. Neste sentido, esta obra pode ser considerada uma espécie de estudo, surpreendentemente ligeiro, sobre o estilo da chanson. Um estudo também do ponto de vista técnico-interpretativo, visto que as seis miniaturas musicais se configuram como peças de concerto, mas também como um especial itinerário didáctico que permite ao coro enfrentar problemas de entonação dos intervalos, de equilíbrio entre as secções, de realização das suas diversas potencialidades tímbricas, dinâmicas e rítmicas.


    Francesco Esposito, 2015
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