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  • Presto – Menuet e Trio – Andante – Presto

    A Sinfonia n.º 37 em Dó maior é uma das primeiras sinfonias escritas por Joseph Haydn, datando de 1757/58. Haydn ocupava então o seu primeiro posto regular, enquanto director musical da corte dos Condes Morzin – que serviu entre 1757 e 1760/61 –, passando os Invernos em Viena e os Verões na Boémia, acompanhando os seus patronos numa movimentação típica das famílias da grande nobreza austríaca que possuíam propriedades nas regiões mais orientais do império. Por essa razão, não é surpreendente que o manuscrito mais antigo desta Sinfonia se conserve na República Checa.

    A obra é composta pelos tradicionais quatro andamentos, com a particularidade de o Minueto e o Trio estarem colocados logo a seguir ao andamento inicial, e não em terceiro lugar, a posição mais comum nas sinfonias clássicas. A obra sobrevive em duas orquestrações: com oboés e trompas; ou com oboés, trombetas e timbales. No entanto, aventura-se mesmo a hipótese de a obra ter sido originalmente escrita só para cordas, ou cordas e trompas. Estilisticamente, as sinfonias de Haydn deste período caracterizam-se ainda por uma marcada influência da abertura de ópera à italiana, com um carácter bastante festivo e extrovertido – influência essa devida não só ao tradicional ‘italianismo’ da cultura musical em Viena, mas também ao decisivo período de estudo de Haydn com Porpora. Deste período ‘italianizante’ de 1757 a 1760 61 datam várias sonatas para cravo, trios, divertimentos, concertos, trios de cordas, partitas para sopros, os primeiros quartetos de cordas, algumas obras sacras e cerca de 15 sinfonias. A Sinfonia n.º 37 é particularmente representativa desta fase inicial, mas já muito amadurecida, da produção de Haydn. Só nos anos 60, e já ao serviço dos Esterházy, é que Haydn virá a conhecer a obra de Carl Philipp Emanuel Bach, descoberta essa que iria conduzir a sua produção por outros caminhos estéticos e expressivos.


    Fernando Miguel Jalôto, 2016

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