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  • 1. Andante assai

    2. Allegro brusco

    3. Andante

    4. Allegrissimo – Andante assai, come prima

    Sergei Prokofieff (1891-1953) foi um dos maiores compositores russos do século XX e um dos últimos representantes da tradição do compositor/intérprete virtuoso, modelo que dominou grande parte do século XIX mas que se extinguiu lentamente ao longo do século passado. Menino-prodígio do piano, cedo começou a compor e ingressou aos treze anos no Conservatório de São Petersburgo. Após a revolução bolchevique foi dos poucos compositores a ter permissão para se ausentar da União Soviética, tendo vivido nos Estados Unidos e em Paris, locais onde obteve grande sucesso. O seu regresso à pátria deu-se em 1936, factor que surpreendeu a comunidade musical e que viria a ter consequências determinantes no seu estilo musical. Sofreria mesmo alguns problemas de aceitação e confronto com o regime. Faleceu em 1953, no mesmo dia em que morreu Estaline. Conta-se que na sua cerimónia fúnebre teve flores de papel pois todas as flores estavam “requisitadas” para o funeral do ditador.

    No domínio da música de câmara, Prokofieff deixou um legado relativamente pequeno mas composto por obras da maior importância, como é o caso das duas sonatas para violino que dedicou a David Oistrakh. Os esboços da Sonata para violino e piano n.º 1 remontam a 1938 mas a partitura apenas foi concluída oito anos mais tarde. É uma obra de grande porte, na qual Prokofieff reafirma o seu lirismo dentro das formas abstractas de grandes dimensões. O ambiente é, segundo as palavras do próprio compositor, “grave e severo”, atmosfera que domina a sonata desde a introdução no registo grave do piano. O terceiro andamento é sonhador, um momento mágico e típico de Prokofieff, mestre em criar ambientes de grande fantasia e que aqui combina o protagonismo dos dois instrumentos com um equilíbrio inigualável. Vigoroso e extremamente lírico, com passagens surpreendentes em pizzicatos, com escalas deslizantes em pianissimo e uma grande diversidade de atmosferas, o último andamento é uma verdadeira prova de fogo para os dois executantes.

     


    Rui Pereira

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