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  • Esta obra está intimamente relacionada com Nixon in China, primeira ópera do compositor, escrita entre 1985 e 1987. Com efeito, The Chairman Dances foi composto numa altura em que Adams estava prestes a iniciar o trabalho na ópera, com temática centrada na célebre visita de Richard Nixon à China de Mao Tsé‐Tung, em 1975.

    Permitindo simultaneamente responder a uma encomenda longamente adiada para a Orquestra Sinfónica de Milwaukee, a composição deste The Chairman Dances, em 1985, funcionou como um verdadeiro “aquecimento” para a escrita da ópera. A obra assume‐se como uma espécie de poema sinfónico, construído a partir de uma passagem do Terceiro Acto da futura ópera (cujo libreto já estava delineado). Nessa passagem, Chiang Ch’ing, espo‐ sa de Mao, infiltra‐se num banquete presidencial e interrompe o seu formalismo protocolar. Convida então a orquestra a tocar, começando a dançar sozinha e incitando Mao (que se encontra presente num retrato) a descer à bizarra realidade, dançando com ela um foxtrot ao som do gramofone. Assim regressam, temporariamente, à sua juventude, em que Chiang Ch’ing fora uma importante actriz de cinema.

    Adams recria esta atmosfera imaginária através de uma música jovial, de grande energia e vitalidade. Pretende também (dado o passado de Chiang Ch’ing) parodiar a música de filme chi‐ nês dos anos 30, com um estilo que evoca, muitas vezes, a música de Hollywood da época. Essa alusão cinematográfica é especialmente visível na secção central da obra, de carácter romântico, aliado a uma orquestração luxuosa e ritmicamente marcada pela atmosfera de foxtrot.

    Na verdade, poderíamos designar essa parte de B, num todo que obedece, grosso modo, ao esquema A‐B‐A. A primeira parte (A) tem um carácter mais enérgico, com grande vitalidade rítmica, numa pulsação constante, articulada por vários moti‐ vos repetidos num tecido orquestral extremamente rico e em lento crescimento. Surge então, algo ines‐ peradamente, o foxtrot romântico de b, com um carácter mais melódico e a introdução de novos elementos (incluindo figurações melódicas muito rápidas nas madeiras e, depois, nas cordas). Com o último a, regressa o carácter e harmonia iniciais, mas com um novo destaque dado à melodia, assim retomando também elementos de B.

    Mais tarde, Adams não utilizou a música de The Chairman Dances directamente na ópera, mas aproveitou alguns dos temas para a respectiva passagem do Terceiro Acto.



    Daniel Moreira, 2011

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