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  • Desde que a composição da obra Os Planetas de Gustav Holst, escrita entre 1914 e 1916, despertou a atenção do mundo da música sob a forma de uma suite de 7 andamentos explorando os planetas do sistema solar então conhecidos, terá sido orquestrada uma outra peça a seguir os passos desta? O aclamado músico techno e futurista Jeff Mills embarca numa viagem sónica para redescobrir os nossos planetas vizinhos, numa suite de 10 andamentos que explora não só os 9 planetas de Holst, mas também o recentemente descoberto planeta extra-solar e anão, para além de Plutão, que dá pelo nome de 2012VP113.

    Tal como em Holst, cada andamento é imaginado de modo a invocar musicalmente o ambiente psicológico, emocional e as ideias de cada planeta. Mas, ao contrário do que acontecia em 1918, quando a peça de Holst foi dada a ouvir pela primeira vez, hoje temos um maior conhecimento sobre aquilo que compõe cada planeta e o seu aspecto visual. Esta peça deverá permitir ao público desvendar cada planeta de formas que em 1918 apenas se poderia sonhar. Com o compositor francês Sylvain Griotto – arranjador da obra anterior de Mills sobre a viagem espacial do astronauta da NASA Mamoru Morhi (1992 e 2000), editada no álbum Where Light Ends –, Jeff Mills criou um álbum de música electrónica mas traduzido para a linguagem orquestral que vamos poder ouvir hoje ao vivo.

    «Os humanos sempre contemplaram o Espaço à procura de respostas – analisando outros planetas como forma de aprender sobre o noss próprio passado, presente e futuro. O futuro da Humanidade pode depender não apenas daquilo que encontrarmos, mas da forma como usarmos essa informação para capitalizar as oportunidades com potencial para se tornarem momentos de charneira vitais na nossa evolução. Cada pedaço desta vizinhança cósmica aguarda a nossa chegada.

    «The Planets foi concebida e criada com o objectivo de aproximar um pouco mais o horizonte espacial do nosso próprio Mundo – para nos familiarizarmos com a nossa vizinhança com a esperança de estreitar uma distância que parece por vezes inatingível.

    «O esboço, a viagem e a observação do Sistema Solar são mais do que retratos científicos e artísticos. Trata-se de uma prerrogativa da natureza e daquilo de que somos herdeiros como coisas que vivem, respiram e sonham. Esta performance é essencialmente centrada no desconhecido ou naquilo que poderemos ter a sorte de aprender ao longo da nossa maturação enquanto espécie.

    «A mistura entre música clássica e electrónica serviu também como fórmula para obter resultados inesperados. Ambos os géneros são reconhecidamente capazes de produzir determinados graus de emoção, seja ela física ou mental, e são produtos de uma sociedade moderna que se coloca a si própria questões multidimensionais.

    «Apesar desta produção e performance ser intitulada Planets, é na verdade centrada em nós próprios. Sobre o modo como todos partilhamos o mesmo ponto de vista, as mesmas questões e a mesma convicção em relação a algo maior do que nós próprios.»


     

    Jeff Mills, 2015

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