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  • 1. Nicolette

    2. Trois beaux oiseaux du Paradis

    3. Ronde

    Nas numerosas obras de Maurice Ravel (Ciboure, 1875 – Paris, 1937) que se referem a tradições geograficamente e temporalmente distantes, e que mostram como um dos traços distintivos da sua personalidade artística consiste na extraordinária capacidade de assimilar os mais diversos estilos, ocupam um lugar de destaque alguns trabalhos que se relacionam com a música francesa do passado. Entre estes figuram duas obras escritas durante a Primeira Guerra Mundial, quando provavelmente o sentimento nacional do músico se tinha acentuado pelas ameaças que chegavam ao seu país: Le Tombeau de Couperin (1914), uma homenagem ao principal representante da escola cravística francesa, e as Trois Chansons (escritas entre 1914 e 1915 e publicadas no ano seguinte), inspiradas na tradição da chanson renascentista.

    Para este último trabalho – o único para coro publicado pelo compositor e, mais tarde, também objecto de uma versão para piano e voz – o próprio Ravel escreveu textos que conseguem recriar uma espécie de encantamento infantil através de uma linguagem alegremente fabulística; uma veia de melancolia aparece apenas na segunda chanson, Trois Beaux oiseaux du Paradis, a mais relacionada com o sentimento patriótico, baseada numa melodia que na sua simplicidade e eficácia expressiva se revela tipicamente raveliana e onde as cores dos três pássaros descritos nos versos inequivocamente trazem à mente as da bandeira francesa.

    Na primeira chanson (dedicada ao seu amigo e poeta Tristan Klingsor), Nicolette, uma espécie de variante do Capuchinho Vermelho, vai para o prado para escolher um dos seus pretendentes e, surpreendentemente, irá embora com o menos atractivo mas o mais rico deles; na terceira (Ronde), os velhos convidam os jovens a não entrar na floresta cheia de perigos: aqui a escrita musical torna-se mais virtuosística e animada, exigindo grande agilidade e precisão na dicção, especialmente quando se enumeram todos os possíveis monstros e criaturas terríveis que animam o bosque, concluindo assim este ciclo com um arrasante final pirotécnico.

     


    Francesco Esposito, 2015

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