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  • – N.º 2: Maestoso – Allegro

    – N.º 3: Andante

    – N.º 5: Allegro vivace assai

     

    Não obstante o interesse que Mozart dedicou à criação dramática, sobretudo ao género operático, só compôs música incidental para uma peça de teatro: Thamos, König in Ägypten, do dramaturgo Tobias Philipp von Gebler. A composição estendeu se ao longo de vários anos, desde a primeira referência à música numa carta de Gebler de 1773, até uma revisão realizada para apresentações em Salzburgo em 1779-80. A história de Thamos (tal como a d’A Flauta Mágica, anos mais tarde) é uma alegoria de raiz maçónica opondo duas personagens: o bom rei Thamos e o pérfido general Pheron.

    Para esta peça Mozart compôs andamentos sinfónicos e corais, e neste concerto ouviremos três dos entreactos instrumentais da peça, próximos em estilo da produção sinfónica de Mozart. Assim, o 2º entracto, Maestoso Allegro, adopta o formato tripartido da forma sonata, frequente nos andamentos iniciais das sinfonias e sonatas instrumentais da época. É precedido de uma breve introdução em ritmo pontuado e lento; o andamento em si é rápido e agitado, mas apresenta um segundo tema de cariz lírico. De acordo com as indicações da partitura, este entracto destinava se ao I acto e está associado a uma cena em que Pheron manifesta a sua intenção de tomar o trono.

    O 3º entracto, destinado ao II acto, tem registadas na partitura associações com personagens da peça: o carácter falso de Pheron corresponde a um motivo musical marcado por acentuações, enquanto a rectidão de Thamos é associada a uma secção lírica, em que se destaca um solo de oboé. O uso de surdinas nos violinos confere a esta secção um timbre distintivo. O 5º entracto, destinado ao IV acto, anuncia a “confusão geral” sugerida pelo ritmo e pela articulação empregues logo na entrada: acentuações bruscas em tempos fracos do compasso, contrastes entre secções de ritmo marcado e enérgico e temas de cariz mais vocal.

     


    Helena Marinho, 2017 

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