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  • Ao longo da vida, Franz Liszt desenvolveu um fascínio especial pela lenda do Fausto. Para além da Valsa Mephisto n.º 1, baseada em episódios do Fausto de Lenau (1859-62), e da Sinfonia Fausto (1857), inspirada na lenda alemã imortalizada por Goethe, transcreveu para piano a Valsa da ópera Fausto de Gounod. A paráfrase que o compositor húngaro criou em 1861 baseia-se em dois trechos da ópera: a valsa com que termina o 2º acto da ópera e o dueto de amor, O nuit d’amour, protagonizado por Fausto e por Margarida no final do 3º acto. Liszt retrata fielmente os contornos dos excertos da lenda alemã. A valsa com que Fausto seduz Margarida combina a elegância e o romantismo da dança com a ironia diabólica do acordo selado entre o protagonista e Mefistófeles. Quando a valsa dá lugar ao dueto de amor, Liszt solta a sua pródiga imaginação e a música evapora-se em figurações incandescentes no registo agudo do instrumento. O pacto com o diabo retorna e voltamos a ouvir a valsa; a obra termina com uma coda plena de virtuosismo

     


    Ana Maria Liberal, 2016

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