Error loading MacroEngine script (file: artista-header.cshtml)
  • Beethoven foi um excelente pianista e um exímio improvisador. São famosos os duelos pianísticos com os seus ‘rivais’ Johann Nepomuk Hummel, Daniel Steibelt e Joseph Wölfl. Numa competição com Steibelt em 1800, em casa do Conde Von Fries em Viena, Beethoven ficou célebre por ter improvisado sobre um tema da parte de violoncelo de uma das peças de Steibelt que estava pousada de cabeça para baixo na estante. Não é de admirar, por isso, que a variação tenha sido bastante utilizada pelo compositor alemão na sua produção musical, tendo escrito cerca de três dezenas de “variações” para piano.

    As Quinze variações e uma fuga sobre um tema do ballet das “Criaturas de Prometeu”, em Mi bemol maior, Variações Heróica, op. 35 foram criadas em simultâneo com as Seis Variações sobre um tema original em Fá maior, op. 34, em 1802. O longo título das variações op. 35 encontra justificação na proveniência do tema que lhe dá origem e na organização da obra. O tema das variações é uma melodia do andamento final do bailado As Criaturas de Prometeu, concluído em 1801, que Beethoven utilizou também como melodia principal da Contradança n.º 7. E vai servir de base a outra série de variações que constituem o último andamento da Sinfonia n.º 3, “Sinfonia Heróica”, concluída em 1804. Formalmente, a op. 35 foge à estrutura tradicional de tema e variações, ao incluir uma introdução antes do tema e terminar com uma fuga. Mas as inovações não terminam por aqui. O tema principal da Introduzione col basso del tema é nada mais, nada menos do que a linha harmónica da melodia do bailado que serve de tema às 15 variações, ou seja, o basso del tema. E o Finale alla fuga divide-se em duas partes distintas mas complementares: uma fuga a três vozes sobre o basso del tema e um Andante con moto baseado na melodia do bailado As Criaturas de Prometeu. As quinze variações são uma verdadeira obra-primapianística pela variedade de modificações e recursos musicais empregues: oitavas quebradas, arpejos em tercinas, saltos e cruzamentos de mãos, acordes em staccato, um cânone à oitava, uma elegia em modo menor e um largo (a última variação antes da fuga) de uma sobriedade e uma densidade extraordinárias.


    Ana Maria Liberal

x
A Fundação Casa da Música usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação, a segurança e o desempenho do website. A Fundação pode também utilizar cookies para partilha de informação em redes sociais e para apresentar mensagens e anúncios publicitários, à medida dos seus interesses, tanto na nossa página como noutras. Para obter mais informações ou alterar as suas preferências, prima o botão "Política de Privacidade" abaixo.

Para obter mais informações sobre cookies e o processamento dos seus dados pessoais, consulte a nossa Política de Privacidade e Cookies.
A qualquer altura pode alterar as suas definições de cookies através do link na parte inferior da página.

ACEITAR COOKIES POLÍTICA DE PRIVACIDADE