James Dillon (Reino Unido , 1950) - Compositor em Associação

James Dillon nasceu em Glasgow (Escócia), em 1950. Compositor autodidacta, escreve essencialmente obras orquestrais, de câmara, corais, vocais e para piano, que têm sido apresentadas por todo o mundo. Numa fase inicial esteve ligado à música tradicional para gaitas-de-foles e tocou com a sua banda Influx, no final da década de 1960. Estudou arte e design na Glasgow School of Art (1968), linguística na University College London (1970) e piano com Eleanor Purse (1970-71). Mais tarde estudou acústica na Universidade do Norte de Londres (1971), ritmos de música indiana com Punita Gupta (1971-72) e matemática com Gordon Millar no Tavistock Institute of Human Relations em Londres (1972). Frequentou seminários sobre música electrónica no IRCAM em Paris (1984-85). A Universidade de Huddersfield atribuiu-lhe um doutoramento honorário em 2003.

O reconhecimento de que tem sido alvo inclui o Primeiro Prémio no concurso do Festival de Música Contemporânea de Huddersfield em West Yorkshire (1978), o Kranichsteiner Musikpreis nos Cursos de Verão de Darmstadt (1982) e o título de Músico Clássico do Ano pelo The Sunday Times (Londres, 1989). Mais tarde tornou-se Membro da Fundação Japão em Tóquio (1996) e ganhou quatro prémios nos Royal Philharmonic Society Music Awards. Retrospectivas da sua música têm tido lugar em Paris (1985), Oslo (1989), Toulouse (1991), Bruxelas (1992) e Nova Iorque (2001). A sua ópera Philomela foi estreada no Porto e tocada em digressão europeia pelo Remix Ensemble, que a gravou depois para a AEON conquistando o prémio de melhor gravação de ópera contemporânea.

No início dos anos 80, o nome de Dillon foi associado ao chamado movimento da Nova Complexidade em Londres – algo que o próprio sempre questionou já que a sua música tem um carácter multifacetado e independente, desafiando as categorias. Tem raízes na tradição clássica europeia mas é influenciada pela exposição do compositor à música tradicional escocesa e por outros géneros, do jazz e delta blues à tradição Hindustani e música oriental – sem contudo qualquer indulgência exótica. James Dillon ensinou nos Cursos de Verão de Darmstadt entre 1982 e 92, dirigiu a faculdade de composição na Academia de Verão de Gotemburgo em 1991 e foi Co-Compositor em Residência, com Brian Ferneyhough, na Fundação Royaumont em 1996. Leccionou em Goldsmiths – Universidade de Londres, Universidade da Cidade de Birmingham, Universidade de Nova Iorque como International Distinguished Fellow e Universidade de Minnesota em Minneapolis, para além de realizar palestras em vários países.

A obra de James Dillon tem sido gravada em CD e as suas partituras são publicadas por Peters Edition (Londres), abrangendo solos, música de câmara e orquestral, concertos, obras electroacúsitcas e ópera.