Peter Eötvös (Hungria, 1944) - Artista em Associação

Peter Eötvös (Hungria, 1944) é uma das personalidades musicais mais importantes e influentes da música erudita, seja enquanto maestro seja como compositor de óperas de sucesso, obras orquestrais e concertos escritos para alguns dos músicos mais prestigiados do mundo. Essas duas vertentes artísticas estão em evidência no seu regresso à Casa da Música, num fim-de-semana especial em que dirige a Orquestra Sinfónica e o Remix Ensemble. São quatro as suas composições incluídas na residência, entre as quais as muito recentes The Secret Kiss (2018), um melodrama para narrador e cinco instrumentos resultado de uma encomenda da Casa da Música em parceria com outras instituições internacionais – apresentado em estreia nacional – e Joyce (2017), uma obra para clarinete e quarteto de cordas. Os solistas convidados são Ryoko Aoki e Victor Pereira, a quem se junta Leticia Moreno para a interpretação do concerto para violino DoReMi (2012). No papel exclusivo de maestro, irá dirigir obras dos seus compatriotas Bartók e Kurtág, e também de Pierre Boulez – figurachave do século XX que convidou Eötvös para o cargo de Director Musical do Ensemble intercontemporain (1978-1991).

A música de Peter Eötvös é programada regularmente por orquestras, ensembles de música contemporânea e festivais de todo o mundo, e a sua actividade como maestro é caracterizada por relações duradouras com os agrupamentos mais prestigiados da Europa. Entre 1985 e 2011, foi titular de cargos na Orquestra de Câmara Hilversum, na Sinfónica da BBC, na Sinfónica de Gotemburgo, na Orquestra do Festival de Budapeste e nas Sinfónicas das Rádios de Viena e SWR de Estugarda, para além da Direcção Musical do Ensemble intercontemporain.

Eötvös atribui grande importância à transmissão dos seus vastos conhecimentos e experiência, principalmente no Instituto Internacional Eötvös para jovens maestros e compositores em Budapeste, que fundou em 1991, e na Fundação de Música Contemporânea Eötvös, que criou em 2004.

Peter Eötvös é membro das Academias de Artes de Berlim e de Sächsische (Dresden), da Academia de Literatura e Artes de Széchenyi (Budapeste), da Academia Real Sueca de Música em Estocolmo e da Academia Real Flamenga da Bélgica, e Membro Honorário da Academia de Santa Cecília, em Roma. Recebeu inúmeros prémios e distinções ao longo da sua carreira, incluindo os títulos de Officier e Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres do Ministério Francês da Cultura, os Prémios Kossuth e Bartók (Hungria), o Prémio da Royal Philharmonic Society, o Prémio SACD Palmarès na categoria ‘Prix Musique’ e o Prémio de Música de Frankfurt. Foi homenageado com um Leão de Ouro da Bienal de Veneza pela sua carreira musical (2011) e com o Grand Prix Artistique da Fondation Simone et Cino Del Duca, por indicação da Academia das Belas-Artes de França (2016).

 

 

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