Quem Somos?

Dez anos cumpridos e pela frente é só caminho... Tudo o que já construímos valida a continuidade de um projecto salutarmente insatisfeito, com a Música a pedir acção. Muita acção. É de matéria viva, emocional e emergente, que se faz uma Casa aberta, arejada por correntes criativas que trazem a novidade e a permanente sensação de estreia, com tectos para todos os sons, alicerces de melodias e afectos, encontros e descobertas em cada canto.

Fomos felizes no que realizámos, mas desejamos ainda mais, sempre melhor. É exigência e vontade. É sobretudo um prazer imenso. Estes primeiros dez anos, de muitos que queremos contar, foram de aprendizagem e afirmação de um programa educativo com sentido numa instituição precursora, habitada por exploradores, criadores, investigadores, músicos e não-músicos; comprometida a envolver a sociedade inteira em processos enriquecedores de viver/fazer/sentir a música.

Tivemos uma década fecunda em produções inéditas, várias já com currículo internacional; em projectos artísticos e comunitários, com muitos a alcançarem a autonomia; em abordagens musicais pioneiras, experiências multidisciplinares e práticas regulares de inovação à escala global, patente, por exemplo, no espaço Digitópia. Sobretudo, tivemos uma década de aproximação efectiva a cidadãos dos diversos contextos sociais e grupos geracionais, fazendo-os parte de nós.

Mais do que balanços, importa-nos o dia de hoje, este momento e a promessa que ele traz: se nos permite a sugestão, explore agora as páginas desta Agenda e descubra o que podemos proporcionar-lhe ao longo do ano lectivo 2015–16. Quando a compusemos, pensámos em si – no nosso encontro futuro. E pensámos nos outros; nos que podem vir à Casa, nos que estão mais distantes por circunstâncias da vida; em crianças, jovens, adultos, seniores; nas famílias e nos amigos, nas escolas e em comunidades particulares. Em cada espectáculo ou oficina, no convite à exploração de espaços musicais, em acções de formação, na realização de produções que observam métodos tradicionais ou de vanguarda, em registos simples ou fora-de-série… sim, pensamos sempre em todos. Desenhando propostas específicas para diferentes grupos e perfis de cidadãos, abraçamos os que vêm cá e os que estão mais além, inclusive em geografias distantes, porque como bons portugueses vamos a todo o lado. Mas está tudo explicado nesta nossa Agenda, sua também.