Peter Eötvös

Transilvânia, 2 de Janeiro de 1944

direcção musical

  • Peter Eötvös combina as actividades de compositor, maestro e professor numa carreira de alto nível. A sua música é programada regularmente por orquestras, ensembles de música contemporânea e festivais de todo o mundo.

    Considerado um dos principais intérpretes mundiais de música contemporânea, Peter Eötvös apresentou-se regularmente com o Stockhausen Ensemble entre 1968 e 1976, e colaborou com o estúdio de música electrónica da Rádio da Alemanha Ocidental, em Colónia (1971 a 1979). Entre 1978 e 1991, foi Director Musical do Ensemble intercontemporain, convidado por Pierre Boulez. Em 2015 dirigiu a Orquestra Sinfónica de Londres nas celebrações do 90º aniversário de Boulez, e em 2018 participou em grande parte dos concertos dedicados à música de Stockhausen.

    A actividade de Peter Eötvös como maestro é caracterizada por relações duradouras com as mais prestigiadas orquestras e ensembles da Europa. Entre 1985 e 2011, foi titular de cargos na Orquestra de Câmara da Rádio de Hilbersum, na Sinfónica da BBC, na Sinfónica de Gotemburgo, nas Orquestras do Festival de Budapeste, na Sinfónica da Rádio de Estugarda SWR e na Sinfónica da Rádio de Viena. A celebrar o 75º aniversário em 2019, foca a temporada em programas e residências dedicados à sua música.

    Peter Eötvös inaugurou a sua residência como compositor na Orquestra Estatal de Dresden com a estreia alemã de The Gliding of the Eagle in the Skies e o concerto para violino Seven, interpretado por Akiko Suwanai. Outros agrupamentos lhe dedicam concertos ao longo do ano: Orchestre de Paris, hr-Sinfonieorchester (a assinalar o final da residência de três anos), Sinfónicas de Gotemburgo e Antuérpia. Regressa à Philharmonia de  Londres (estreia britânica de Multiversum) e à Sinfónica da BBC, apresentando-se ainda no Festival Printemps des Arts de Monte Carlo com um programa dedicado à música de Bartók com o violinista Renaud Capuçon. 

    As suas óperas Senza Sangue, Paradise Reloaded (Lilith), Love and Other Demons, Angels in America e Golden Dragon seguiram os passos de Three Sisters ao gerarem um número crescente de novas produções de Buenos Aires até Ecaterimburgo (Rússia). Entre as obras mais notáveis criadas por Eötvös nos últimos anos incluem-se o segundo concerto para violino DoReMi e Speaking Drums para percussão solo e orquestra. O concerto para órgão, órgão Hammond e orquestra, Multiversum, foi interpretado em 2017/18 em grandes salas das cidades de Hamburgo, Colónia, Bruxelas, Budapeste, Amesterdão, Frankfurt, Paris, Genebra e Seul.  Em Setembro de 2018, Reading Malevich teve a sua estreia mundial no Festival de Lucerna. Em 2019, a nova obra Secret Kiss, dedicada à artista japonesa Ryoko Aoki, é apresentada em Gotemburgo, Tóquio, Porto, Madrid, Colónia e Budapeste.   

    Além da sua carreira enquanto maestro e compositor, Eötvös atribui grande importância à transmissão dos seus conhecimentos. Criou a Peter Eötvös Contemporary Music Foundation, em 2004, que organiza programas especiais dedicados a jovens compositores e maestros.

    As suas obras têm sido gravadas por editoras como BMC, Naïve, BIS, Deutsche Grammophon, ECM, KAIROS e Col Legno, e as partituras publicadas por Schott Music (Mainz), Ricordi (Berlim), Editio Musica (Budapeste) e Salabert (Paris).

    Peter Eötvös é membro das Academias de Artes de Berlim, de Szechenyi (Budapeste) e de Sächsische (Dresden), da Academia Real Sueca de Música em Estocolmo e da Academia Real Flamenga da Bélgica. Foi nomeado Membro Honorário da Academia de Santa Cecília, em Roma.

    Recebeu inúmeros prémios e distinções ao longo da sua carreira, incluindo os títulos de Officier e Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres do Ministério Francês da Cultura, os Prémios Kossuth e Bartók (Hungria), o Prémio da Royal Philharmonic Society, o Prémio Cannes Classical Living Composer e o Prémio Pro Europa de Composição. Em 2011, foi homenageado pela Bienal de Veneza com um Leão de Ouro pela sua carreira musical. Em 2015 foi distinguido com a Ordem de Santo Estêvão, pelo presidente húngaro. Em 2016 recebeu o Grand Pix Artistique da Fondation Simone et Cino Del Duca, pela Académie des beaux-arts (França), e em 2018 a Medalha Goethe, uma condecoração oficial da República Federal Alemã.

    Artista em Associação 2014 e 2019


    2019

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