17 set 2022 sábado 22:00
Sala 2
Nerve · Micah P Hinson
Encerramento Verão na Casa 2022
17 - Nerve · Micah P Hinson
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    Sala Suggia

    Artista multidisciplinar com trabalho nas áreas de escrita, produção, design gráfico, ilustração, animação 2D, realização e direcção artística de vídeo, Nerve é uma pérola rara do rap português. Na maioria do seu catálogo musical assumiu totalmente as responsabilidades de escrita, interpretação, produção, gravação, mistura e arte gráfica. Ao vivo, sobre instrumentais de baixos pesados e batidas sujas, debita letras sombrias, contundentes, livres de censura, e actua na companhia de Il-Brutto. “Acho que a minha preocupação com a escrita me faz pertencer a uma minoria dentro do rap português. Gosto de pensar que atrai o público a que podemos chamar alternativo, independentemente de ser malta que ouve hip hop no resto do tempo ou não”, diz Nerve, cuja discografia inclui dezenas de participações e uma mão cheia de projectos a solo, como os álbuns Eu Não das Palavras Troco a Ordem ou Trabalho & Conhaque. Em 2020 apresentou “Tríptico”, faixa tripartida na qual rappa em três registos diferentes, tendo um ano depois dado cartas no programa “Primeira Vez” de Sam The Kid, com a estreia ao vivo da faixa “100 Problemas”. Uma coisa podemos garantir: este não é um concerto de hip hop como os outros. Micah Paul Hinson é um cantor e guitarrista texano que se move numa estética americana/country e cujo álbum de estreia, Micah P. Hinson and the Gospel of Progress, foi lançado em 2004 sob uma chuva de elogios da crítica. Sucederam-se, com igual êxito, Micah P. Hinson and the Opera Circuit (2006) e Micah P. Hinson and the Red Empire Orchestra (2008). De então para cá, tem-se consolidado o culto ao carismático texano, que em 2018 reuniu 24 músicos que desempenharam um papel importante na sua formação e gravou com eles, em 24 horas, sob o nome Micah P. Hinson and the Musicians of the Apocalypse, o álbum When I Shoot at You With Arrows, I Will Shoot To Destroy You, uma obra de arte que não deixou ninguém indiferente. Foi um momento de colocar tudo em questão, de trazer a vida e a morte para a equação da música. E o resultado parece ter sido a descoberta de um novo caminho.

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